Entre 1964 e 1985, o Brasil viveu sob um regime militar, que se caracterizou pela restrição à liberdade.
Foram anos difíceis, onde tudo era censurado e proibido.
No final dos anos 1960 começaram a surgir grupos de resistência, alguns armados, que tentavam minar o governo, através de ações de guerrilha.
Diversos líderes estudantis e políticos de esquerda foram torturados, tiveram que fugir do país ou até desapareceram, provavelmente mortos pela repressão.
Alguns filmes falam dessa época ou das cicatrizes que ficaram. Esta é uma lista com 10 deles.
1.
Pra Frente Brasil (em 1970, enquanto o povo vibra com a seleção de futebol, a repressão corria solta. um homem pacato de classe média - Reginaldo Farias - é confundido com um ativista político, preso e torturado. enquanto isso, sua família procura por notícias. o filme foi lançado em 1983, ainda com Figueiredo na presidência)
2.
O Que é Isso Companheiro? (em 1969, o grupo terrorista MR-8 elabora um plano para sequestrar o embaixador americano - Alan Arkin -, para trocá-lo por presos políticos, que eram torturados nos porões da ditadura. filme bem acabado de Bruno Barreto, que concorreu ao Oscar de filme estrangeiro)
3.
Cabra Cega (um jovem militante da luta armada - Leonardo Medeiros - é ferido numa emboscada da polícia e precisa se esconder na casa de um arquiteto, simpatizante da causa. bom filme)
4.
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (casal de militantes deixa o filho com o avô, para esconder-se da repressão, prometendo voltar até o fim da Copa do Mundo de 1970. mas o avô morre e o garoto terá de se integrar à comunidade judaica do Bom Retiro, além de ter contato com alguns militantes)
5.
Ação Entre Amigos (em 1971, quatro amigos foram presos ao tentar assaltar um banco e foram violentamente torturados. anos mais tarde, descobrem que seu torturador ainda está vivo e vão numa pescaria encontrá-lo na intenção de matá-lo. é quando descobrem que só foram pegos porque um deles traiu o grupo. ótimo thriller de Beto Brant)
6.
Batismo de Sangue (no final dos anos 1960, um convento de frades torna-se um local de resistência à ditadura. cinco freis passam apoiar um grupo guerrilheiro e ficam na mira das autoridades policiais)
7.
Zuzu Angel (a história real de uma estilista - Patrícia Pillar -, que ganhou projeção internacional e travou uma batalha contra as autoridades militares em busca de seu filho - Daniel de Oliveira -, que participava de movimentos estudantis e foi torturado e morto. bom registro de época)
8.
Hércules 56 (um documentário contando, através de entrevistas, a história dos 15 presos políticos que foram trocados pelo embaixador americano em 1969. banidos do território nacional, são levados ao México num avião da FAB, o Hércules 56)
9.
Dois Córregos (na época da ditadura, duas adolescentes burguesas passam uma temporada numa fazenda e acabam convivendo com o tio de uma delas - Carlos Alberto Riccelli -, um homem misterioso, que está clandestino no país, escondido. um filme amargo de Carlos Reichenbach, que fez vários filmes sobre o tema)
10.
Nunca Fomos Tão Felizes (rodado no último ano do regime militar. um rapaz é retirado de um colégio interno por seu pai, de quem pouco sabe e está afastado há 8 anos. é acomodado num grande apartamento temporariamente, quando começa a investigar o mistério que o cerca, em busca de sua identidade e descobre que o pai é um perseguido político)

Entre 1964 e 1985, o Brasil viveu sob um regime militar, que se caracterizou pela restrição à liberdade.
Foram anos difíceis, onde tudo era censurado e proibido.
No final dos anos 1960 começaram a surgir grupos de resistência, alguns armados, que tentavam minar o governo, através de ações de guerrilha.
Diversos líderes estudantis e políticos de esquerda foram torturados, tiveram que fugir do país ou até desapareceram, provavelmente mortos pela repressão.
Alguns filmes falam dessa época ou das cicatrizes que ficaram. Esta é uma lista com 10 deles.
1.
Pra Frente Brasil (em 1970, enquanto o povo vibra com a seleção de futebol, a repressão corria solta. um homem pacato de classe média - Reginaldo Farias - é confundido com um ativista político, preso e torturado. enquanto isso, sua família procura por notícias. o filme foi lançado em 1983, ainda com Figueiredo na presidência)
2.
O Que é Isso Companheiro? (em 1969, o grupo terrorista MR-8 elabora um plano para sequestrar o embaixador americano - Alan Arkin -, para trocá-lo por presos políticos, que eram torturados nos porões da ditadura. filme bem acabado de Bruno Barreto, que concorreu ao Oscar de filme estrangeiro)
3.
Cabra Cega (um jovem militante da luta armada - Leonardo Medeiros - é ferido numa emboscada da polícia e precisa se esconder na casa de um arquiteto, simpatizante da causa. bom filme)
4.
O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (casal de militantes deixa o filho com o avô, para esconder-se da repressão, prometendo voltar até o fim da Copa do Mundo de 1970. mas o avô morre e o garoto terá de se integrar à comunidade judaica do Bom Retiro, além de ter contato com alguns militantes)
5.
Ação Entre Amigos (em 1971, quatro amigos foram presos ao tentar assaltar um banco e foram violentamente torturados. anos mais tarde, descobrem que seu torturador ainda está vivo e vão numa pescaria encontrá-lo na intenção de matá-lo. é quando descobrem que só foram pegos porque um deles traiu o grupo. ótimo thriller de Beto Brant)
6.
Batismo de Sangue (no final dos anos 1960, um convento de frades torna-se um local de resistência à ditadura. cinco freis passam apoiar um grupo guerrilheiro e ficam na mira das autoridades policiais)
7.
Zuzu Angel (a história real de uma estilista - Patrícia Pillar -, que ganhou projeção internacional e travou uma batalha contra as autoridades militares em busca de seu filho - Daniel de Oliveira -, que participava de movimentos estudantis e foi torturado e morto. bom registro de época)
8.
Hércules 56 (um documentário contando, através de entrevistas, a história dos 15 presos políticos que foram trocados pelo embaixador americano em 1969. banidos do território nacional, são levados ao México num avião da FAB, o Hércules 56)
9.
Dois Córregos (na época da ditadura, duas adolescentes burguesas passam uma temporada numa fazenda e acabam convivendo com o tio de uma delas - Carlos Alberto Riccelli -, um homem misterioso, que está clandestino no país, escondido. um filme amargo de Carlos Reichenbach, que fez vários filmes sobre o tema)
10.
Nunca Fomos Tão Felizes (rodado no último ano do regime militar. um rapaz é retirado de um colégio interno por seu pai, de quem pouco sabe e está afastado há 8 anos. é acomodado num grande apartamento temporariamente, quando começa a investigar o mistério que o cerca, em busca de sua identidade e descobre que o pai é um perseguido político)
Tarefa: Escolha um filme da lista e faça uma resenha crítica do mesmo com capa, fonte 12 (arial) e com o mínimo de 20 linhas completas.
Entrega: até o dia 22 de Junho de 2012
Resenha do filme ZuZu Angel - Conta a história de uma estilista que luta contra a ditadura militar para encontrar o seu filho, mas o que ela descobre é que ele foi torturado e morto depois de se envolver com movimento estudantis, o que fica claro é o regime autoritário presente no brasil na época do governo Getúlio vargas, que era um militar que ditava as leis e regras do país e quem fosse contra a essas leis e regras Estatais e fizesse qualquer tipo de manifestação contrária era preso e torturado, como foi o caso do Stuart, que segundo ele queria acabar com o imperialismo imposto pelo presidente militarista, ao longo do drama Zuzu Angel vive constantes aspectos que mudam a sua vida da água pro vinho, principalmente quando ela descobre que o filho foi preso e que a educação que ela tinha dado a ele foi em vão, e também quando ela perde todo o dinheiro que conquistou para investir na busca pelo filho que desapareceu,tanto é que ela até briga com a filha, no desespero de encontrar o seu ''tuti''.
ResponderExcluirResenha Crítica – Batismo de Sangue
ResponderExcluirBatismo de Sangue é um filme muito chocante e realista que procura mostrar claramente a situação em que o Brasil se encontrava no ano de 1968, durante o duro período de repressão militar da ditadura. A obra, que foi lançada em 2007, teve direção de Helvecio Ratton, trilha sonora por Marco Antônio Guimarães e destaque para a participação de Caio Blat, Cássio Gabus Mendes e Daniel de Oliveira no elenco. A trama é uma história real, o filme foi baseado no livro escrito por Frei Betto.
É relatada na obra a jornada de um grupo de esquerda, que indignado com a situação do país resolve desenvolver um forte movimento guerrilheiro para tirar os militares do poder e conseguir o apoio da população a partir de ações de guerra. Conta a história de Frei Tito e o grupo de frades dominicanos que se juntou ao grande líder do movimento, Carlos Marighella.
A situação dos grupos opositores só piorou, pois com os movimentos o regime se tornou ainda mais intolerante e uma grande quantidade de pessoas foi torturada até a morte, assinada ou desapareceu. Frei Tito foi pego pelos militares, torturado, humilhado, reprimido e depois enviado ao Chile, como uma outra parte do grupo de presos políticos que foram trocados pelo embaixador Giovani Bucher.
Tito foi exilado para a França, onde viveu em um convento, continuou sofrendo com as lembranças das torturas que ele sofreu que o atormentavam continuamente, além da tristeza de não poder voltar ao seu próprio país. Frei Tito não aguentou tal perturbação psicológica e cometeu suicídio, retratado na primeira cena no filme.
Fontes Bibliográficas:
http://www.cranik.com/critica_batismodesangue.html
http://www.cineclick.com.br/filmes/ficha/nomefilme/batismo-de-sangue/id/14427
Resenha crítica do filme: Zuzu Angel
ResponderExcluirO filme Zuzu Angel dirigido por Sérgio Rezende transfere ao expectador uma dose de política e verdade, aliás, uma verdade sentida na pele. A fotografia é muito verdadeira e nítida, mostra o cotidiano da população da época e o drama e o medo que sentiam pela opressão da ditadura através das expressões dos artistas, de como as cenas são retratadas e principalmente pela música.
A história passa em torno da estilista brasileira Zuleika Angel Jones, nascida em Curvelo (Minas Gerais). No Rio de Janeiro iniciou sua carreira na moda onde expandiu para todo o mundo. Casou-se com um americano onde teve como filho Stuart Angel Jones que com o passar do tempo se tornou militante do MR-8 durante o regime militar brasileiro, assim como sua namorada. Nos tempos da ditadura, as torturas contra quem ia contra o governo estava em alta, eram torturados e presos, alguns iam a morte.
Stuart já tinha saído de casa e Zuzu levava sua vida sem ver o filho, focando em sua moda. Numa noite Zuzu recebe um telefonema suspeito onde dizem que seu filho foi preso. Zuzu entra em desespero e é aí onde começa a prova de até onde o amor de mãe vai.
Zuzu procura seu filho na prisão, na base aérea, pede ajuda ao padre da Igreja, procura em todos os locais possíveis de encontra-lo e não acha respostas, Stuart é considerado desaparecido.
Inconformada a estilista faz de tudo para encontrar respostas do paradeiro de seu filho, busca contatos e apoio político. Numa época de ditadura, como era de se esperar, Zuzu começa a ser perseguida sutilmente. O governo começa a perceber seu envolvimento na política no sentido investigativo de Stuart e mata um por um que tem alguma ligação com Zuzu, só se livra da punição sua filha. Por acidente de carro mata sua assistente da Zuzu Angel Moda, além de já ter matado seu filho Stuart torturado, mataram o militar que estava ajudando-a no dossiê para explicar a injustiça que aconteceu com seu filho e por fim mataram a própria Zuzu.
A história é tocante, principalmente ao final dela onde mostra que a morte de Zuzu tinha sido considerada acidental e só depois de vários anos foi considerada assassinato e também pela música que toca ao final relatando exatamente sua história, além de mostrar também o ato significativo que Chico Buarque teve em relação a história de Zuzu Angel.
O filme mostra realmente que amor de mãe não tem medidas. Ela fez de tudo por seu filho, revirou todo o sistema em busca de respostas para saber de seu filho, e tentou mover a população em busca de respostas afirmando a posição de seu filho que era contra a injustiça. Chegou até a se inspirar em toda essa situação e tornar tema de um de seus desfiles, onde ao final entrou carregando uma foto de seu filho. A produção dos atores, cinematografia, trilha sonora é realmente muito boa. Consegue passar a verdadeira mensagem do filme e mostrar como o temor e o terror da ditadura aqui no Brasil conseguiu destruir famílias, sonhos e pessoas com a injustiça sendo “vista” de olhos fechados.
Ficha técnica:
Título original:
Zuzu Angel
Duração:
110 minutos (1 hora e 50 minutos)
Gênero:
Drama
Direção:
Sérgio Rezende
Ano:
2006
País de origem:
BRASIL
Elenco:
Patrícia Pillar (Zuzu Angel)
Daniel De Oliveira (Stuart Angel)
Luana Piovani (Elke Maravilha)
Leandra Leal (Sônia)
Alexandre Borges (Fraga)
Ângela Vieira (Lúcia)
Ângela Leal (Elaine)
Flávio Bauraqui (Mota)
Paulo Betti (Lamarca)
Nélson Dantas (Sapateiro)
Regiane Alves (Hildegard Angel)
Fernanda De Freitas (Ana Angel)
Caio Junqueira (Alberto)
Aramis Trindade (Tenente)
Outas informações:
Classificação indicativa:
Não recomendado para menores de 14 anos
Roteiro:
Marcos Bernstein E Sérgio Rezende
Distribuição:
Warner Bros.
Fotografia:
Pedro Farkas
Produção:
Joaquim Vaz De Carvalho
Edição:
Marcelo Moraes
Direção de arte:
Marcos Flaksman
Figurino:
Kika Lopes
Música:
Cristóvão Bastos
Pra Frente Brasil
ResponderExcluirA história se passa claramente nos anos de chumbo. Algo que incomoda muito já é no perceber de, enquanto grande parte da população se distraiu com a copa do mundo, outras estão sendo torturadas, muitas delas inocentes. E o pior é o medo de se pensar hoje, pois aqui no Brasil, enquanto ocorrem diversas catástrofes, o governo se preocupa em organizar uma copa do mundo. Este filme serve como um alerta para nossa atualidade, devemos preservar os direitos humanos e batalhar para que o povo não seja colocado em segundo plano, todos os investimentos devem ser a favor do povo e não para confundi-los, não para fazê-los esquecer dos problemas, o controle deve estar sempre nas mãos de uma população que seja forte e unida. Podemos lembrar de um outro filme que trata do mesmo tema, chamado “Missing” de Costa-Gravas, que trata também dos direitos humanos, porém, numa ditadura no Chile.
Diretor do Filme: Roberto Farias
Letícia Hessel - n° 17 - 2°B
ResponderExcluirResenha Crítica: “Batismo de Sangue”
A obra fílmica “Batismo de Sangue”, de Helvécio Ratton, foi lançada em 2007, porém, refere-se ao final da década de 1960, em que o Brasil passava por uma ditadura militar.
O enredo possui caráter alinear, portanto, o filme tem início com a cena do Frei Tito (Caio Blat) cometendo suicídio, assim, no decorrer da obra, os motivos que levaram o frei a morte, são esclarecidos.
No momento, a igreja é o único órgão não controlado pelo governo, assim, representa uma forma de resistência à ditadura por permitir a “liberdade”, que em outros ambientes a população não tinha.
Houveram tentativas de isolar os estudantes líderes de movimentos com caráter de resistência, nas quais freis estavam comandando, entre eles Frei Tito e Frei Betto (Daniel Oliveira). Mas, em uma sociedade em que não é possível confiar em alguém, afinal, todos eram manipulados através do medo, não podendo se expressar, ou seja, era necessário esconder os pensamentos para sobreviver.
Desta maneira, a partir de confissões realizadas por meio de torturas, os freis foram presos. Permaneceram dias na cela esperando a dor, no entanto, apenas o Frei Tito foi chamado para a tortura física e psicologica pelos militares, entre eles o Delegado Fleury (Cássio Gabus Mendes). Essa passagem se relaciona com a obra literária “1984” de George Orwell, em que os presos políticos ficam isolados esperando o momento para serem questionados, e consequentemente torturados com agressões físicas e morais, além da cadeira elétrica e injeção.
Após ser torturado, Frei Tito é mandado para a Europa, em que recebe auxílio do Frei Oswaldo (Ângelo Antônio). Entretanto, o fato de acreditar que seus esforços contra o sistema não valeram a pena, juntamente com as lembranças da tortura que o atormentavam, afinal, o Delegado o classificou como traidor da pátria, e estar longe de seu país, enfim, esse conjunto de fatores o levaram a decisão de tirar a própria vida, por pensar que não fez a diferença.
Em suma, em uma sociedade censurada e vítima do poder militar, as expressões de pensamento são reprimidas, os indivíduos passam da condição de cidadãos para “súditos”, afinal, apenas precisam seguir o que é imposto sem questionar, sendo guiados pelo medo e a ideia de que não podem confiar nos demais, já que a maioria, por meio da tortura, entrega os companheiros.
RESENHA CRÍTICA
ResponderExcluirZUZU ANGEL
Caroline Araujo
O filme Zuzu Angel é um drama vivido pela estilista mineira Zuzu Angel, a qual impulsionou a fama do Brasil na moda internacional. Filme dirigido por Sérgio Rezende, se passa na década de 70, contando a história do desaparecimento de Stuart Edgard Anel Jones, filho de Zuzu, durante a ditadura militar, que envolvido com a guerrilha que combatia o sistema, foi preso em 1971 pelos agentes do Centro de Informação de Aeronáutica.
O percurso do filme lembra a linguagem televisiva, onde a atriz consegue passar ao espectador o grama vivido por Zuzu, que no começo do filme começa a ser reconhecida profissionalmente. Enquanto ela tornava-se sinônimo de moda brasileira, sendo um exemplo de independência feminina, pois era separada do marido e sustentava três filhos enquanto exportava a moda brasileira, Stuart se envolvia cada vez mais nos movimentos contra a ditadura.
Zuzu começou a se preocupar assim que começou a receber cada vez menos notícias de seu filho, o qual estava lutando pela revolução socialista, ao lado da mulher Sônia Angel. A preocupação chega ao limite quando a mãe de Stuart recebe uma ligação de um desconhecido, avisando que seu filho havia sido preso.
A estilista parte em busca de seu filho no meio da noite, mas é sempre recebida com a resposta de que seu filho está desaparecido. A informação é dada pela CISA (Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica). A intuição de mãe lhe dizia que alguma mentira estava por trás desse desaparecimento, então ela buscou a ajuda de suas amigas e de um advogado para a resolução do problema.
Depois de muito buscar, Zuzu descobre que Stuart foi preso, torturado e morto. Abalada, ela deseja enterrar o corpo do filho, mas o corpo não é encontrado. Assim, pede para o senador dos EUA que leva o caso ao Congresso dos Estados Unidos.
O filme prende o espectador do início ao fim, devido a sua técnica harmoniosa que não necessita de violência desmedida. A trilha sonora envolve quem assiste para dentro do filme, e a fotografia, produção e direção se relacionam em completa sintonia.
Zuzu Angel é um filme delicado e ao mesmo tempo forte, pois fala da ditadura militar e do direito à liberdade. O filme não trata do momento de sucesso da vida de estilista, e sim da luta de uma mãe pelo corpo de seu filho. O filme se transforma numa peça histórica, onde as pessoas eram perseguidas por defenderem seus ideais.
O corpo de Zuzu foi encontrado na saída do Túnel Dois Irmão, no Rio de Janeiro. A causa da morte foi dada como acidental, sendo reconhecida como assassinato apenas na década de 90.
Resenha do filme: O ano que os meus pais saíram de casa
ResponderExcluirO filme conta a emocionante historia que se passa no Brasil na época da Ditadura Militar. Mauro, um jovem garoto filho de dois militantes que são obrigados a se exilar devido à repressão da ditadura. É apaixonado por futebol e tem que ser levado para São Paulo, onde passará um tempo com seu avô, enquanto seus pais supostamente saem de férias e voltariam somente no dia do jogo do Brasil.
Ao chegar à casa de seu avô, descobre que ele veio a falecer. Então o menino é obrigado a viver com Shlomo, judeu e vizinho de seu avô. Sholmo passa a adquirir importância significativa na vida do garoto.
O menino tenta se adaptar a nova vida e até faz amigos do bairro onde morava. No desenrolar da historia Mauro começa a perceber a ausência de seus pais que haviam prometido que retornariam na copa. Mauro começa a notar também as prisões feitas nas universidades, por causa da ditadura, e até ajuda um amigo de seu pai a se esconder.
Depois de algum tempo Shlomo é preso para um interrogatório, fazendo com que o menino sofra cada vez mais.
Shlomo retorna, e quando o Brasil é tricampeão sua mãe retorna para busca-lo, porém sem seu pai. A mãe explica que eles foram exilados e que precisam partir, sem entender muito bem o que a palavra significava Mauro parte junto a mãe.
Direção: Cao Hamburger
Elenco: Michel Joelsas, Germano Haiut, Daniela Piepsyk, Simone Spoladare, Eduardo Moreira, Caio Blat, Paulo Autran.
Bibliografia: http://bodeproducoes.wordpress.com/2007/11/14/resenha-cinefilos-o-ano-em-que-meus-pais-sairam-de-ferias/
O ano em que meus pais saíram de férias
ResponderExcluirEm 1970, Mauro é um garoto que um dia, vê sua vida mudar completamente, quando seus pais saem de férias de forma inesperada e sem motivo aparente para ele. Esse é o eufemismo para dizer que a ditadura forçou o casal a se esconder. Na verdade, os pais de Mauro foram obrigados a fugir por serem militantes da esquerda, os quais eram perseguidos pela ditadura militar, e por essa razão decidiram deixá-lo com o avô paterno. Porém, o avô falece no mesmo dia que Mauro chega em São Paulo, o que faz com que Mauro tenha que ficar com Shlomo, um velho judeu solitário que é seu vizinho. Mauro está prestes a experimentar um pouco da responsabilidade, e da solidão, de ser um goleiro nesse jogo da tenebrosa e incerta época da repressão e com o choque cultural somado com a diferença das gerações.
Enquanto aguarda um telefonema dos pais, Mauro precisa lidar com sua nova realidade, que tem momentos de tristeza pela situação em que vive e também de alegria, ao acompanhar o desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970 e fazer novas amizades no seu novo lar, além de conhecer algum dos amigos de seus país. Mauro começa a perceber as prisões feitas nas universidades, por causa da ditadura, e até ajuda o amigo de seu pai a se esconder.
Depois de algum tempo Shlomo é preso para um interrogatório.
Shlomo retorna, e quando o Brasil é tricampeão sua mãe retorna para buscá-lo, porém sem seu pai. A mãe conta que eles foram exilados e que precisam partir, sem entender muito bem o que a palavra significava Mauro parte junto a mãe.
O filme não é feito só de colagens. Muita coisa saiu da própria vida dos realizadores. Alguma das cenas são memórias afetivas que respondem pelos melhores momentos do filme. São aqueles instantes de sensibilidade, de percepção do mundo, que só uma criança consegue ter.
Há essa porção mais leve, de descoberta, se sobrepõe a mais grave, de contexto político. Há genialidade espontânea nas cenas que relembram o espectador do clima civil de insegurança, sem que isso seja verbalizado. Uma é quando Mauro sai à rua pela primeira vez com seus novos amigos, e é surpreendido pelo avanço do cachorro. Outra é quando ele comemora sozinho um gol - a câmera enfoca-o do lado de fora do apartamento, e com as janelas fechadas vemos Mauro gritar, mas não ouvimos nada.
Um filme muito triste e emocionante, que nos faz refletir sobre a ditadura, além da visão política, mas também da visão social, as famílias que foram desconstruídas e sofreram no decorrer dos anos da ditadura, com a morte, a prisão e tortura de entes queridos que na verdade só queriam um país melhor, e assim, mostra a ironia da felicidade dos brasileiros por causa da vitória no futebol, porém a infelicidade e tristeza política diante da monstruosa ditadura.
Bibliografia: http://omelete.uol.com.br/cinema/o-ano-em-que-meus-pais-sairam-de-ferias/
http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Ano_em_que_Meus_Pais_Sa%C3%ADram_de_F%C3%A9rias
Pablito, com as provas e a simulação da Rio+20, não pude publicar na data acima, porém, peço que considere minha resenha não com nota máxima, mas por favor avalie como achar justo, obrigada, Beatriz G. Rodrigues n°: 5 2°ano A
Zuleika Angel Jones foi uma percussora da moda brasileira. Seu talento remeava estampas, cores, fitas, e, seu símbolo, paralelo ao seu nome, era o anjo. Conhecida como Zuzu Angel, foi casada com um americano e teve dois filhos, um militante político Stuart e uma jornalista, Hildegard. E com grandes amizades feitas, conseguiu-se expandir seu trabalho para os Estados Unidos da América, onde reconheceram sua prosperidade e confiaram no seu sucesso, conseguindo conquistar vários públicos com seus diversos desfiles apresentando a cultura brasileira.
ResponderExcluirZuzu Angel viveu na época da ditadura militar, entre os anos 60 e 70, o que a interagiu em diversos confrontos já que seu filho, Stuart, inconformado com discórdia do país, se integrou ao as organizações que opositoras do regime, filiando-se ao MR-8. Assim, foi torturado e morto como todos protestantes da época, ou sua grande maioria. Porém, foi dado como desaparecido pelas autoridades.
De fato, esse ocorrido não calaria Zuzu Angel, que entrou em guerra consigo mesma para encontrar explicações sobre a morte de seu filho. Criou-se então, uma moda estampada com símbolos bélicos que reagiriam de forma a tocar e mostrar às pessoas a realidade do Brasil. Anos após anos, e o corpo de seu filho nunca foi encontrado. E antes mesmo de sua morte, Zuleika entregou a Chico Buarque, caso algo acontecesse, uma carta onde dizia “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho".
Zuzu Angel morreu num “acidente” de carro no meio da estrada uma semana depois dessa escritura.