Tarefas:
1- Diga o motivo de alguns nomes estar tachados e outros não neste cartaz
2- Escolha um dos nomes tachados e busque sua biografia.
3- Escreva o motivo e o contexto para que exista um cartaz como este
OBS- Data máxima de entrega dia 20 de Junho de 2012
1)porque são professores da universidade de são paulo que foram assassinados por darem aula na ditadura. eles deveriam estar presentes nesse debate.
ResponderExcluir2)Luiza Augusta Garlippe.
foi uma guerrilheira brasileira que lutou na Guerrilha do Araguaia, movimento rural armado formado pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B) para combater a ditadura militar instalada no país em 1964.
Formada em enfermagem pela USP, foi enfermeira-chefe do Departamento de Doenças Tropicais do Hospital das Clínicas, na capital paulista, o que a levou a viagens ao interior do Norte do Brasil por conta de sua especialização.
Militante comunista, Luiza era notada por distribuir panfletos contra a situação política e social do país entre seus colegas de trabalho, organizando manifestações.
No começo dos anos 70 ela foi para o Araguaia junto com o companheiro 'Peri', juntando-se à então embrionária guerrilha do PC do B, e passou a fazer parte do Destacamento B, atuando também como parteira entre os moradores da região de Xambioá. Com a morte do médico João Carlos Haas Sobrinho em combate com fuzileiros navais em setembro de 1972, assumiu a função de comandante-médica da guerrilha.
Após o quase extermínio e desbaratamento dos guerrilheiros pelas forças do exército, após a Operação Marajoara, em dezembro de 1973, 'Tuca' foi uma das últimas sobreviventes a ser presa viva.Em 24 de julho de 1974, maltrapilha, doente e faminta, foi surpreendida num emboscada por uma patrulha do então capitão Sebastião Moura, o mais tarde famoso Major Curió, nas margens do rio Sororó, junto com a guerrilheira Dinalva Oliveira Teixeira, a 'Dina'. Levadas a uma base do exército na região para interrogatório, em Bacaba, foram depois transportadas de helicóptero para lugar desconhecido na selva e executadas.Seu corpo nunca foi encontrado e é dada como desaparecida política.
1-
ResponderExcluirOs nomes que não estão tachados são os nomes dos professores que estiveram presentes no debate da USP, os nomes que estão tachados são os nomes dos professores que deveriam estar presentes mas não estiveram pois são desaparecidos políticos, sofreram abusos de direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil, alguns foram identificados como mortos, outros estão desaparecidos até hoje.
2-
Iara Iavelberg (Psicologia)
Iara Iavelberg nasceu numa rica família judia paulistana e aos 16 anos já estava casada. O casamento, com um médico, durou apenas três anos e ela deixou a relação para entrar na militância política. Separada, e mal entrada nos vinte anos, virou adepta do amor livre, moda na época, e entre um de seus casos esteve o líder estudantil José Dirceu.
Foi militante e guerrilheira de extrema-esquerda, integrante da luta armada contra a ditadura militar brasileira. Psicóloga e professora, depois de entrar na luta contra o regime militar, primeiro integrando a Organização Revolucionária Marxista Política Operária (Polop) e depois o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), tornou-se companheira do ex-capitão do exército Carlos Lamarca, um dos principais líderes da oposição armada ao governo militar no Brasil, até morrer num cerco de agentes de segurança em Salvador, Bahia, em agosto de 1971.
As causas e até a data de sua morte permanecem envoltas em mistério. A data oficial é contestada por relatório do Ministério da Aeronáutica, segundo o qual ela teria se suicidado em 6 de agosto, acuada pela polícia em uma residência em Salvador. Alguns militantes, presos no DOI-Codi de Salvador, dizem ter ouvido seus gritos quando era torturada, o que contradiz a versão do Ministério da Marinha, segundo a qual ela teria sido morta durante "ação de segurança".
(fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Iara_Iavelberg)
3-
O cartaz tem o fim de divulgar o abaixo-assinado “Por uma Comissão da Verdade da USP” ajudando a articular a luta contra a repressão em curso na USP. O cartaz chama a atenção pelo fato de ter nomes de ex professores tachados, e na fonte que foi utilizada a escrita “VERDADE” tem os rostos de alguns destes, professores que foram vitimas de tortura e morte durante a ditadura militar.
1- Os nomes que estão tachados são aqueles que foram assassinados, raptados na época da ditadura, os que não estão tachados são os que sobreviveram, professores da USP e que iram participar da comissão da verdade.
ResponderExcluir2- Ísis Dias de Oliveira
Data de nascimento:29/8/1941
Atividade: Estudante universitária
Universidade: Universidade de São Paulo USP
Dados da Militância
Organização:(na qual militava)
Ação Libertadora Nacional ALN
Brasil
Nome falso:(Codinome)
Fátima
Prisão: 30/1/1972
Rio de Janeiro RJ Brasil
Morto ou Desaparecido:Desaparecido 0/0/1972 Clandestinidade
Em 13/4/1972 estava sob custódia da Marinha, incomunicável, ao que parece na ilha das Flores, não tendo havido mais notícias.
3- O cartaz tem como fim divulgar o que na época não foi divulgado, o que não era comentado, e esclarecer o que não podia ser esclarecido. O mais interessante do cartaz são vários nomes tachados, afinal esses professores da USP eram pra estarem participando dessa comissão e não estão.
1- Os nomes tachados no cartaz correspondem a professores que, na época da ditadura militar, foram dados como desaparecidos ou assassinados. Esses professores deveriam estar presentes no debate da USP sobre a Comissão da Verdade.
ResponderExcluir2- Helenira Rezende de Souza Nazareth nasceu em 19 de janeiro de 1944, na cidade de Cerqueira César em São Paulo. Desaparecida desde 1972, na Guerrilha do Araguaia, quando estava com 28 anos. Lenira para uns, Preta para os colegas da USP, Nira entre os familiares, Fátima para os companheiros do Araguaia. Helenira foi, acima de tudo, uma cidadã brasileira consciente de seus atos, que empunhou a bandeira da justiça e da liberdade, lutando obstinadamente até a morte.
Dedicada ao estudo da teoria marxista, desde cedo sua presença se fez sentir como líder estudantil que, com posições avançadas defendia com firmeza suas propostas. Fundadora e lª presidente eleita do Grêmio Estudantil da Escola, já se pronunciava nos palanques e na Rádio Difusora de Assis, durante campanhas políticas dos candidatos que julgava dignos de seu apoio.
Helenira foi presa a primeira vez quando conclamava os colegas a participarem de uma passeata em maio de 1968, em São Paulo. E, no mesmo ano, mais uma vez foi presa, no 30° Congresso da UNE, em Ibiúna com outros 800 estudantes. Nesta ocasião, quando o ônibus que os transportava passava pela Avenida Tiradentes, conseguiu entregar a um transeunte um bilhete que foi levado à sua residência à Rua Robertson, no Cambuci, avisando à familia de sua prisão. Procurada pelos policiais como Nazareth e apontada como sendo uma das líderes do movimento, foi transferida do Presídio Tiradentes para o DOPS onde caiu nas garras do famigerado Fleury, que a jurou de morte.
Uma outra mensagem foi entregue então, à sua familia avisando sua localização e a dos companheiros José Dirceu, Antônio Ribas, Luís Travassos e Vladimir Palmeira. A polícia continuava negando sua prisão, enquanto um policial não identificado atuava como mensageiro entre o DOPS e o Cambuci. Após alguns dias de ‘vai e vem' ao DOPS, o contato direto com Helenira foi conseguido por intermédio da advogada Maria Aparecida Pacheco. Alguns dias depois a ‘estudante', como era chamada pelo carcereiro, foi transferida para o Presídio de Mulheres do Carandiru, onde ficou detida por dois meses. Seu Habeas Corpus foi conseguido um dia antes da edição do AI-5. A partir de então passou a viver na clandestinidade, tendo residido em vários pontos da cidade e do país, antes de se dirigir ao Araguaia.
*CONTINUAÇÃO* Morta a golpes de baioneta, em 29 de setembro de 1972, depois de metralhada nas pernas e torturada. Enterrada na localidade de Oito Barracas.
ResponderExcluirNo Relatório do Ministério da Marinha encontra-se a cínica "informação" de que se encontra foragida. No arquivo do DOPS/PR, o nome de Helenira consta em uma gaveta com a identificação: "falecidos".
Declarações da ex-presa política Elza de Lima Monnerat, em Auditoria Militar, à época, afirmam que "... Helenira, ao ser atacada por dois soldados, matou um deles e feriu outro. Metralharam-na nas pernas e torturaram-na barbaramente até a morte...".
Em 6 de junho de 1979, um jornal publicou sobre Helenira que: "...o lugar onde estava virou uma poça de sangue, conforme falaram soldados do PIC (Pelotão de Investigações Criminais)... e confirmaram que a coragem da moça irritou a tropa. Helenira foi morta a baionetadas!" No jornal "A Voz da Terra", de 8 de fevereiro de 1979, há uma extensa matéria que, sob o título "A Comovente História de Helenira", conta a história dessa combatente pela liberdade no Brasil. Até hoje, sua família, oficialmente, de nada foi informada.
3- A existência de um cartaz como esse tem como objetivo causar um impacto no leitor. Reforça a necessidade da organização e realização da Comissão da Verdade através da exposição chocante sobre a ditadura militar com o tachar de nomes. O cartaz clama pelas verdades mascaradas no período ditatorial, muitas até hoje encobertas. Em memória de muitos que deveriam estar participando do debate da USP, o folheto remete à importância da veracidade dos fatos.
Tatiane Rangel, 2º A
1- Alguns nome estão tachados no cartaz porque são os nomes dos professores da USP que foram assinados ou estão desaparecidos desde a ditadura militar, estão na lista, porém tachados porque essas pessoas se estivessem vivas estariam participando dessa campanha.
ResponderExcluir2- LUIZA GARLIPPE nasceu em Araraquara em 1941, cursou o ensino médio no Instituto de Educação Bento de Abreu, em sua cidade natal. Se mudou para São Paulo, onde fez o curso de Enfermagem na Universidade de São Paulo (USP),e se formou em 1964. Passou a trabalhar no Hospital das Clínicas, chegando a Enfermeira-Chefe do Departamento de Doenças Tropicais. Participava da Associação dos Funcionários do Hospital das Clínicas, era militante do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e teve destacada atuação na luta contra o regime militar. No início dos anos de 1970, foi atuar no Araguaia, indo viver na região do Rio Gameleira, onde desenvolveu intenso trabalho de saúde. Integrava o Destacamento B e era a companheira de Pedro Alexandrino, também desaparecido desde 1974. Foi vista viva pela última vez por seus companheiros no dia 25 de dezembro de 1973, em um acampamento próximo à Serra das Andorinhas, antes de um intenso tiroteio do exército contra os guerrilheiros.
http://www.torturanuncamais-rj.org.br/medalhaDetalhe.asp?CodMedalha=250
3- O cartaz foi feito para divulgar a campanha da USP "Por uma Comissão da Verdade da USP", que propõe uma comissão da verdade baseada nos acontecimentos referentes a USP durante a ditadura. A campanha pede um abaixo assinado para que haja essa comissão.
http://www.verdadeusp.org/home.php
Nome: Lilian Sousa N° 18 Série: 2°B
ResponderExcluir1.
Os nomes que estão tachados representam professores da USP que morreram e não estariam na assistindo a comissão da verdade da USP. Já os que não possuem os nomes tachados são os professores ainda vivos da USP que estarão presentes nessa campanha.
2.
Dados pessoais
Nome: Helenira Rezende de Souza Nazareth
Cidade: Cerqueira César
Estado: SP
Data de nascimento: 19/1/1944
Atividade: Estudante universitária
Universidade: Universidade de São Paulo — FFLCH — Letras
Dados da militância
Organização: Partido Comunista do Brasil — PC do B
Codinome: Fátima
Eliana Resende Barbosa
Prisão: 1968, XXX Congresso da UNE
Dados da repressão
Orgão de repressão: Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social/SP. DOPS/SP ou DEOPS/SP
Agente da repressão: Sérgio Paranhos Fleury
Médico legista: Isaac Abramovitch Orlando Brandão
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Militante do Partido Comunista do Brasil (PC do B).
Nasceu em Cerqueira Cesar, SP, no dia 19 de janeiro de 1944, filha de Adalberto de Assis Nazareth e Euthália Resende de Souza Nazareth.
Desaparecida, desde 1972, na Guerrilha do Araguaia, quando contava 28 anos. Integrante do Destacamento A das Forças Guerrilheiras. Este Destacamento passou a chamar-se Helenira Resende após sua morte.
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Morta a golpes de baioneta, em 29 de setembro de 1972, depois de metralhada nas pernas e torturada. Enterrada na localidade de Oito Barracas.
No Relatório do Ministério da Marinha encontra-se a cínica "informação" de que se encontra foragida. No arquivo do DOPS/PR, o nome de Helenira consta em uma gaveta com a identificação: "falecidos".
Em sua homenagem, a Lei 9497 de 20/11/97 da Câmara Municipal de Campinas, dá o nome de Helenira Rezende de Sousa Nazareth à antiga rua 3 do Residencial Cosmo I.
3.
O que acontece é que o cartaz causa um choque, em contrapartida com a comissão da verdade promovida pela presidenta Dilma para que haja punimento não judicial, mas histórico dos que de um jeito ou de outro participaram em promover as violações dos direitos humanos entre 1946 até 1988.
Da mesma forma,a comissão a verdade da USP visa um reconhecimento de pessoas que foram vítimas principalmente durante a época da ditadura no Brasil, os homenageando e dando transparência na histórica.
Luana Hirata 2º ano A
ResponderExcluir1- Os nomes são referentes aos professores convidados a participar do debate sobre a Comissão da Verdade na USP. Os nomes tachados são daqueles que não compareceram ao evento porque são dados como mortos ou desaparecidos desde a época da ditadura militar do Brasil.
2- Lígia Maria Salgado Nóbrega (Pedagogia)
Foi militante da VANGUARDA ARMADA REVOLUCIONARIA PALMARES (VAR-PALMARES). Nasceu em 30 de julho de 1947 em Natal/RN, filha de Georgino Nóbrega e Naly Ruth Salgado Nóbrega. Foi morta aos 24 anos de idade, em 29 de março de 1972, junto com Antônio Marcos Pinto de Oliveira e Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo, em tiroteio na Av. Suburbana, n° 8988, casa 72, Bairro de Quintino (RJ).
Sua família, assim escreveu sobre ela:
“Chegou pequena a São Paulo, onde estudou, terminando o curso de normalista no Colégio Estadual Fernão Dias Pais.
Em seu trabalho de normalista, soube como ensinar as crianças de uma maneira criativa, brincalhona, amorosa. Em 1967, entrou no curso de Pedagogia da Universidade de São Paulo e se destacou pela sua capacidade intelectual, pela liderança e empenho em abrir horizontes, modernizar métodos de ensino, implicar as pessoas em sua responsabilidade social e em uma vida digna, onde os direitos humanos fossem respeitados e o indivíduo um verdadeiro cidadão, participando ativamente dos destinos do Brasil.
Tendo todos os canais de participação fechados pela ditadura militar e as manifestações reprimidas violentamente, em 1970, Lígia Maria se engaja na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e, com outros companheiros, passa à luta armada para enfrentar a violência do regime autoritário instalado no Brasil.
Morreu acreditando num Brasil mudado, no seu povo feliz, fruto da Justiça Social e da Paz. Lígia Maria, assim como muitos outros brasileiros, jogou tudo, inclusive a vida, na tentativa de mudar os destinos deste nosso Brasil.”
O corpo de Lígia chegou ao IML/RJ, em 30 de março de 1972, como desconhecida, pela Guia n° 01 do DOPS/RJ. Sua necropsia foi assinada pelos Drs. Eduardo Bruno e Valdecir Tagliari que confirmaram a versão oficial de tiroteio. Lígia foi reconhecida por seu irmão, Francisco Salgado da Nóbrega, em 07 de abril de 1972, tendo sido sepultada em Cemitério de São Paulo. Fotos e laudo de perícia de local (n° 1884/72 e Ocorrência n° 264/72) feitas pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli/RJ mostram o corpo de Lígia baleado. O jornal “Correio da Manhã”, de 06 de abril de 1972, publicou a notícia de sua morte, sob o título “Terroristas Morrem em Tiroteio: Quintino”, onde há uma foto de Aurora Maria Nascimento Furtado com o nome de Lígia.
http://www.torturanuncamais-rj.org.br/MDDetalhes.asp?CodMortosDesaparecidos=130
3- O cartaz tem o objetivo de impactar o leitor, divulgar o projeto “ Por umaComissão da Verdade na USP” e com isso expor as verdades que foram soterradas pela ditadura militar brasileira. Ao colocar nomes tachados de professores que morreram o informativo demonstra que os impactos da ditadura não ficaram no passado, mas continuam presentes nos dias de hoje e, principalmente, mostra a importância da verdade na divulgação dos fatos.
1-Os nomes destacados são dos professores que ainda estão vivos, logo os nomes que estão taxados são de professores que já “faleceram”(assassinados ,não se sabe ao certo ,pois os corpos de alguns nunca foram encontrados).
ResponderExcluir2-
Ana Rosa Kucinski Silva
Militante da AÇÃO LIBERTADORA NACIONAL (ALN).
Nasceu no dia 12 de janeiro de 1942, em São Paulo, filha de Majer Kucinski e de Ester Kucinski.
Esposa de Wilson Silva, ambos desaparecidos desde o dia 22 de abril de 1974. Tinha 32 anos de idade.
Professora universitária no Instituto de Química da Universidade de São Paulo.
A família de Ana Rosa e Wilson impetrou vários habeas-corpus na tentativa de localizá-los, todos eles prejudicados pela resposta de que nenhum dos dois se encontrava preso.
Nas pesquisas feitas pelos familiares nos arquivos do antigo DOPS/SP, apenas uma ficha foi encontrada onde se lê: "presa no dia 22 de abril de 1974 em SP".
O Relatório do Ministério da Marinha faz referências caluniosas a Ana Rosa.
Trechos de depoimento de seu irmão, Bernardo Kucinsky:
"Minha irmã, Ana Rosa Kucinski, e meu cunhado, Wilson Silva, foram presos e desaparecidos em São Paulo, na tarde de 22 de abril de 1974. Nesse dia, Wilson Silva e seu colega de trabalho Osmar Miranda Dias foram fazer um trabalho de rotina, saindo do escritório da Av. Paulista para o centro da cidade, um pouco antes da hora do almoço, após o que Wilson se separou de Osmar dizendo que iria se encontrar com sua esposa Ana Rosa, na Praça da República. A partir desta tarde, nunca mais foram vistos. A família tomou conhecimento, através de colegas, da ausência de Ana Rosa na Universidade e, de imediato, passou a tomar providências no sentido de localizar o casal.
Impetrou-se Habeas Corpus através do advogado Aldo Lins e Silva, sem nenhum resultado. No dia 10 de dezembro de 1974, foi enviado pedido de investigação à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). Meses depois, a família recebeu resposta da OEA, onde esta afirmava que, consultado, o Governo Brasileiro declinava qualquer responsabilidade no episódio.
O general Golberi do Couto e Silva chegou a reconhecer, em dezembro de 1974, que Ana Rosa se encontrava presa numa instituição da Aeronáutica.
O governo americano - por meio do Departamento de Estado - encaminhou informações à família de que Ana Rosa ainda estaria viva, presa em local não sabido e que Wilson Silva provavelmente estaria morto.
As famílias dos desaparecidos políticos estiveram com o General Golberi do Couto e Silva em Brasília, em audiência solicitada por D. Paulo Evaristo Arns. Dias depois, o Ministro de Justiça, Armando Falcão, em nota oficial, informou sobre os ‘desaparecidos políticos' e incluiu na lista nomes de pessoas que jamais foram tidas como desaparecidas. Em relação a Ana Rosa e Wilson Silva, a nota do Ministério alegava que eram ‘terroristas' e estavam ‘foragidos'.
Amílcar Lobo, o médico psiquiatra envolvido com torturas no Rio de Janeiro, e que resolveu denunciar os assassinatos políticos, em uma entrevista comigo, quando lhe mostrei fotos de minha irmã e seu marido, este reconheceu as fotos de Wilson Silva como sendo uma pessoa que ele atendera após uma seção de torturas. Quanto a Ana Rosa, entretanto, o reconhecimento foi positivo, mas não categórico."
Fonte(link): http://www.desaparecidospoliticos.org.br/pessoa.php?id=51&m=3
3-A criação desse cartaz tem como objetivo mostrar a importância do dizer do que realmente aconteceu sem encobrir os fatos que viriam a se diluir com o tempo e o contexto tem como base a ditadura militar, a repressão que as pessoas viviam , principalmente os professores e mostra isso com o destaque de 5 nomes/pessoas vivas entre 22 no total, oque é impactante.
1-Os nomes tachados fazem referência aos professores da USP que foram dados como desaparecidos ou mortos durante a época da ditadura militar. Aqueles que não estão tachados fazem parte da comissão da verdade.
ResponderExcluir2- Dados Pessoais
•Nome: Helenira Rezende de Souza Nazareth
•Nasceu: 12/1/1942 Cerqueira César no estado de SP
•Atividade: Estudante Universitária
•Universidade: Universidade de São Paulo USP
Dados da militância
•Organização: Partido Comunista do Brasil PC do B
•Nome Falso: Fátima Eliana Resende Barbosa
•Prisão: 1968 Ibiúna SP
•Morta ou Desaparecida: 29/9/1972
Bibliografia
Dedicada ao estudo da teoria marxista, desde cedo sua presença se fez sentir como líder estudantil que, com posições avançadas defendia com firmeza suas propostas. Fundadora e lª presidente eleita do Grêmio Estudantil da Escola, já se pronunciava nos palanques e na Rádio Difusora de Assis, durante campanhas políticas dos candidatos que julgava dignos de seu apoio.
E desde então foi-se formando líder estudantil, grande oradora nos Congressos Estudantis e nas manifestações de rua dos anos 60. Foi vice-presidente da UNE, em 1968.
Helenira foi presa pela primeira vez quando conclamava os colegas a participarem de uma passeata em maio de 1968, em São Paulo. E, no mesmo ano, mais uma vez foi presa, no 30° Congresso da UNE, em Ibiúna com outros 800 estudantes. Procurada pelos policiais como Nazareth e apontada como sendo uma das líderes do movimento, foi transferida do Presídio Tiradentes para o DOPS onde caiu nas garras do famigerado Fleury, que a jurou de morte. Alguns dias depois a ‘estudante', como era chamada pelo carcereiro, foi transferida para o Presídio de Mulheres do Carandiru, onde ficou detida por dois meses. Seu Hábeas Corpus foi conseguido um dia antes da edição do AI-5. A partir de então passou a viver na clandestinidade, tendo residido em vários pontos da cidade e do país, antes de se dirigir ao Araguaia.
Morta a golpes de baioneta, em 29 de setembro de 1972, depois de metralhada nas pernas e torturada. No Relatório do Ministério da Marinha encontra-se a cínica "informação" de que se encontra foragida. No arquivo do DOPS/PR, o nome de Helenira consta em uma gaveta com a identificação: "falecidos".
3- Essa campanha tem como objetivo principal contar a verdadeira historia da época da ditadura militar Brasileira. Com isso os nomes tachados terão suas bibliografias contadas, de modo com que não sejam esquecidos com o tempo. Na realidade todos os 22 nomes presentes nesse cartaz deveriam estar presentes contando suas verdadeiras historias.
1) alguns nomes estão tachados pois eram professores na época da ditadura, e que foram desaparecidos e, ou, mortos. Os mesmos deveriam estar fazendo parte desse debate. Os nomes não tachados são dos professores que lecionavam na ditadura, mas continuam vivos, são eles que farão parte do debate.
ResponderExcluir2)Olavo Hansen.
Nasceu em São Paulo, capital, filho de Harald Hansen e Borborema Hansen, em 14 de dezembro de 1937. Abandonou os cursos acadêmicos para se dedicar ao trabalho sindical e político, não hesitando em se empregar em uma fábrica de carrocerias no bairro de Vila Maria. Como o Sindicato dos Metalúrgicos estava sob intervenção do governo, Olavo tornou-se ativo lutador da oposição sindical. Várias vezes preso, nunca esmoreceu, pois afirmava que o homem só seria feliz quando existisse igualdade entre todos. No dia 5 de maio de 1970 foi retirado da cela de uma de suas prisões e conduzido à sala de torturas, onde permaneceu por mais de 6 horas. Na volta, os companheiros de cela de Olavo ouviram dele o relato das torturas sofridas: obrigado a despir-se, sofreu queimaduras com cigarros e charutos, choques elétricos oriundos do tubo de imagens de um televisor, palmatória nos pés e nas mãos, espancamentos, pau-de-arara, com afogamentos e choques elétricos, agora aplicados por um aparelho mais sofisticado e conhecido como pianola Boilesen. Os presos politicos passaram a exigir que fosse chamado um médico para prestar assistência a Olavo, o que só foi realizado no dia 6 de maio. Além dos ferimentos visíveis por todo o corpo, Olavo apresentava sinais evidentes de complicações renais, anúria e edema das pernas. O médico que o assistiu, Dr. Geraldo Ciscato, lotado na época no DEOPS-SP, recomendou somente que ingerisse água, providenciando curativos em alguns ferimentos superficiais. O estado de Olavo agravava-se a cada dia. Seus companheiros de cela promoveram manifestações coletivas para que fosse providenciada assistência médica efetiva, tudo em vão.
Somente no dia 8 de maio, quando Olavo já se encontrava em estado de coma, o Dr. Ciscato voltou a vê-lo, dando ordens para que fosse removido para um hospital, deixando claro que ele não tinha a mínima chance de sobrevivência. Foi levado às pressas para o Hospital do Exército no Cambuci. No próprio hospital, e na tentativa de fugir à responsabilidade do assassinato sob tortura, os agentes injetaram em Olavo o inseticida Paration, preparando a farsa da nota oficial que seria publicada no dia seguinte.
No dia 13 de maio, a família de Olavo é informada de que ele se suicidara no dia 9. No atestado de óbito fornecido pelo IML, a causa-mortis foi intoxicação pelo inseticida Paration, constando também escoriações disseminadas pelo corpo, equimoses e a descrição de oito ferimentos.
3) Um cartaz como esse tem um sentido de provocação, causando um grande impacto no leitor. O cartaz mostra a importância da comissão da verdade uma vez que sua intenção é de transmitir os horrores feitos na época da ditadura.
1)Os nomes taxados são professores da época da ditadura militar , que foram assassinados e, ou, desaparecidos que deveriam estar fazendo parte do debate, os nomes não taxados são os professores que farão parte do debate.
ResponderExcluir2)Iara Iavelberg(Psicologia)
Iara Iavelberg nasceu numa rica família judia paulistana e aos 16 anos já estava casada. O casamento, com um médico, durou apenas três anos e ela deixou a relação para entrar na militância política. Separada, e mal entrada nos vinte anos, virou adepta do amor livre, moda na época, e entre um de seus casos esteve o líder estudantil José Dirceu. Alta, bonita, de olhos claros e corpo bem cuidado, virou a musa da intelectualidade estudantil paulista de esquerda ao meio da década de 1960. Destemida e vaidosa, nos seus tempos de clandestinidade era capaz de sair de um 'aparelho' para cortar os cabelos nos melhores salões de Ipanema, no Rio de Janeiro.
Iara chegou ao Marxismo através do movimento estudantil e, militando no MR-8, conheceu Carlos Lamarca, comandante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) dois meses depois dele desertar do exército, em abril de 1969. A paixão entre a filha de milionários paulista que tornou-se socialista e o filho de sapateiro carioca, capitão desertor do exército brasileiro e um líderes da luta armada, foi fulminante. Os dois foram viver juntos e passaram dez meses escondidos em 'aparelhos' pelo país. Uma das companhias do casal nestes esconderijos e que testemunhou de perto a relação entre os dois, foi a guerrilheira 'Vanda', da VPR, codinome de Dilma Roussef, décadas depois a primeira mulher presidente do Brasil.
Caçados pelo governo, Iara e Lamarca (fila de cima) aparecem em cartazes de 'Terroristas Procurados' por todo o Brasil.
Em 1970, começaram treinamento militar no Vale do Ribeira - onde Iara deu aulas teóricas de marxismo aos guerrilheiros - e, caçados pelo exército, cartazes com a foto dos dois, entre outros, foi espalhado por todos os cantos do país. Neste ano, em 7 de dezembro, Lamarca liderou o sequestro do embaixador suiço Giovanni Bucher, no Rio de Janeiro, em troca da libertação de 70 presos políticos. Nos primeiros meses de 1971, a maioria das organizações de esquerda já estavam desarticuladas e semi-destruídas, e os restos da VPR juntaram-se ao MR-8. Na nova organização, Iara, intelectual, teve um cargo de cúpula e Lamarca, considerado mais despreparado pela nova direção, foi rebaixado a militante de base, enviado para o interior da Bahia, enquanto a mulher deveria se estabelecer em Salvador.
A viagem, em junho de 1971, de Iara e Carlos Lamarca do Rio de Janeiro para a Bahia, foi a última vez em que estiveram juntos, antes da morte de ambos.
3) O cartaz tem como função mostrar o debate que ocorrera na Usp sobre a comissão da verdade. Alguns nomes estão taxados para mostrar a todos,as pessoas que deveriam estar presentes e não estão pelo fato de defenderem no que acreditavam e por esse motivo sendo assassinadas ou desaparecidas.
1- Alguns dos nomes listados estão tachados no cartaz porque são os nomes dos professores da USP que foram assassinados ou estão desaparecidos desde a ditadura militar e deveriam estar presente nessa campanha lançada pela Universidade de São Paulo.
ResponderExcluir2- Gelson Reicher. Organização na qual militava: Ação Libertadora Nacional ALN. Nome falso: Emiliano Sessa. Morto em 20/1/1972, São Paulo - SP - Brasil - Av. República do Líbano, alt. do n. 1000, Ibirapuera. Os dados controversos indicam morte em função de cerco armado pelos órgãos repressores. Causa: Clandestinidade. Órgão de repressão: Departamento de Operações Internas - Centro de Operações de Defesa Interna/SP DOI-CODI/SP SP.
3- O cartaz serve como divulgação da campanha da USP "Por uma Comissão da Verdade da USP", que "é lançada em meio a interrogatórios de manifestantes que participaram de ocupações. Objetivo da campanha é investigar as violações aos direitos humanos, cometidas pela ditadura civil-militar brasileira e também no âmbito da USP contra professores, estudantes e funcionários."
http://liberdadexpressaoecomunicacao.wordpress.com/2012/06/16/lanada-campanha-por-uma-comisso-da-verdade-na-usp/
1)os que estão cortados são de professores da USP que morreram na época da ditadura, e que deviam estar nessa reunião.
ResponderExcluir2) Luiza Garlippe (enfermagem): nasceu em Araraquara em 1941, cursou o ensino médio no Instituto de Educação Bento de Abreu, em sua cidade natal. Se mudou para São Paulo, onde fez o curso de Enfermagem na Universidade de São Paulo (USP),e se formou em 1964. Passou a trabalhar no Hospital das Clínicas, chegando a Enfermeira-Chefe do Departamento de Doenças Tropicais. Participava da Associação dos Funcionários do Hospital das Clínicas, era militante do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e teve destacada atuação na luta contra o regime militar. No início dos anos de 1970, foi atuar no Araguaia, indo viver na região do Rio Gameleira, onde desenvolveu intenso trabalho de saúde. Integrava o Destacamento B e era a companheira de Pedro Alexandrino, também desaparecido desde 1974. Foi vista viva pela última vez por seus companheiros no dia 25 de dezembro de 1973, em um acampamento próximo à Serra das Andorinhas, antes de um intenso tiroteio do exército contra os guerrilheiros.
3)O motivo é de divulgar a comissão da verdade que na época de ditadura não foi divulgado e o motivo dele ser feito é para mostrar quem estaria no debate que grande maioria de quem esta lá não sabe aonde esta o corpo ou que forram assassinados, a importância do cartaz é para mostrar quantas pessoas foram mortas na época da ditadura que iriam fazer parte dessa comissão.
1- São todos os professores de universidades que deveriam participar do debate durante a ditadura no Brasil, porem a maioria foi assassinado.
ResponderExcluir2- Aylton Adalberto Mortati nasceu e Catanduva em 1946, fazia parte da organização dos Movimento de Libertação Popular MOLIPO Brasil, utilizou vários nomes falsos durante a ditadura.
Artigo de Jornal: Paulistas envolvidos no seqüestro do "Boeing". Artigo sem data (provavelmente em fins 1969 ou início de 1970) e sem fonte, do arquivo do DOPS, sobre divulgação dos resultados das investigações sobre o seqüestro do "Boeing" da Varig em 04/11, quando voava entre Buenos Aires e Santiago do Chile. O seqüestro foi comandado por Aylton Adalberto Mortati. A ação contou com a participação de nove brasileiros que estavam vivendo em Montevidéu, Uruguai.
3- Pois neste mês, a presidenta Dilma, assinou um "acordo" em que tudo que ocorreu durante o período da ditadura fosse investigado, ou seja, todas as pessoas que desapareceram ou foi morta durante ditadura, fosse esclarecido todos os fatos.
Daniel Marco Valério - N*7 - 2*A - Colégio Magister
ResponderExcluir1- Os nomes riscados da lista são de professores da USP, que na época da ditadura militar no Brasil foram assassinados ou desaparecidos, e os que não estão riscados são dos que sobreviveram. Os nomes nesta lista deveriam fazer parte do debate da comissão da verdade da USP.
3- O cartaz tem o intuito de trazer a comissão da verdade da USP a tona, para investigar e documentar a verdadeira historia do que ocorreu na época da ditadura no Brasil e acabar com a repressão em curso da USP. O cartaz chama muito a atenção, pois traz nomes de professores desaparecidos ou assassinados na época da ditadura, e na palavra "Verdade" estão estampados os rostos de alguns desses professores.
A questão numero 2 estará no post a seguir.
Daniel Marco Valério - N*7 - 2*A - Colégio Magister
ResponderExcluir2- Luiz Eduardo da Rocha Merlino
Militante do PARTIDO OPERÁRIO COMUNISTA (POC).
Nasceu em 18 de outubro de 1948, em Santos, SP, filho de Zeno Merlino e Iracema Rocha da Silva Merlino.
Morto aos 23 anos na Operação Bandeirantes (OBAN), em São Paulo.
Estudou em vários colégios de Santos e participou, enquanto secundarista, do movimento do Centro Popular de Cultura (CPC), da UNE. Com a idade de 17 anos transferiu-se para São Paulo onde fez parte da primeira equipe de jornalistas do recém-fundado "Jornal da Tarde" (1966), da Empresa "O Estado de São Paulo". Nesse período escreveu algumas reportagens que tiveram grande repercussão, tais como a que denunciava as atividades do "mau patrão" Abdala, da Fábrica de Cimento Perus, em São Paulo, SP, ("Jornal da Tarde", 24/04/67) e as que descreviam a vida e as atividades dos índios Xavantes em Mato Grosso ("Jornal da Tarde", 12/08/67 e 26/08/67). Continuou a trabalhar como jornalista na "Folha da Tarde" (1968) e depois no "Jornal do Bairro" (1969-1970). Participou ainda ativamente da equipe do jornal "Amanhã", editado pelo Grêmio Estudantil da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, que mais que um semanário estudantil, foi uma publicação voltada para os problemas nacionais e de circulação nos meios operários.
Estudante de História na Universidade de São Paulo, esteve presente nos movimentos de 1968. Em abril desse ano participou da manifestação diante do Tribunal Militar de São Paulo, contra a prisão de jornalistas. Estava presente no XXX Congresso da UNE em Ibiúna, em setembro de 1968, fazendo a cobertura jornalística para a "Folha da Tarde". Sua qualidade de jornalista permitiu ser ele um dos poucos presentes que não foram presos; assim sendo pôde trazer recados e informar o que realmente havia acontecido. Nessa época já havia ingressado no Partido Operário Comunista (POC). Em dezembro desse ano, quando da decretação do Ato Instituicional n. 5, liderou a greve de jornalistas da "Folha da Tarde". A partir de 1969, com o endurecimento da ditadura, passou a participar de atividades clandestinas de combate ao regime militar, sem deixar a vida de jornalista. Nesse período participou na organização clandestina das manifestações estudantis contra a visita de Rockfeller ao Brasil.
Em dezembro de 1970, viajou para a França para um período de estudos e contatos, sobretudo, com a IV Internacional, da qual o POC havia se aproximado. Em maio participou como observador do 2º. Congresso da Liga Comunista, organização francesa da IV Internacional, realizado em Rouen.
Cinco dias depois de sua volta da França, que havia sido feita com passaporte legal, uma vez que contra Luiz Eduardo Merlino não pesava nenhuma acusação dos órgãos repressivos, foi preso em casa de sua mãe, em Santos, no dia 15 de julho de 1971. Apresentando-se inicialmente como amigos, os policiais do DOI-CODI rapidamente deixaram cair a máscara. Perguntando agressivamente por sua companheira, Ângela Mendes de Almeida, que ainda permanecia na França, esses policiais chegaram a agredir sua irmã, Regina Merlino, mas saíram com a promessa de que ele poderia voltar logo à casa.
Na sede da OBAN, na Rua Tutóia, em São Paulo, Luiz Eduardo foi torturado durante cerca de 24 horas seguidas e abandonado numa cela solitária. Apesar de queixar-se de fortes dores nas pernas, fruto da permanência no "pau de arara", ele não teve nenhum tratamento médico. Apenas massagens, acompanhadas de comentários grosseiros por parte de um enfermeiro de plantão que, em tom de brincadeira, falou ao chefe da equipe: "Capitão, o Merlino está reclamando de dores nas pernas e que não pode fazer pipi. Vai ver que andou demais durante a noite"; e puseram-se a rir os dois torturadores. Essa cena foi presenciada por vários presos políticos que se encontravam no DOI-CODI.
O texto teve que ser dividio em duas partes.
Daniel Marco Valério - N*7 - 2*A - Colégio Magister
ResponderExcluirContinuação da pergunta 2
As dores nas pernas que Merlino sentia eram, na verdade, uma complicação circulatória decorrente das torturas. No dia 17 foi retirado da solitária e colocado sobre uma mesa, no pátio em frente às celas. Nessa ocasião diversos companheiros puderam ver o seu estado e alguns falaram brevemente com ele. Ele queixava-se então de dormência de suas pernas que não mais lhe obedeciam, fruto de gangrena generalizada. Horas mais tarde, como seu estado piorasse, ele foi removido para o Hospital Geral do Exército, onde veio a morrer. A reconstituição destes fatos foi feita a partir de relatos de companheiros de prisão de Merlino, como Guido Rocha, de Minas Gerais, que esteve todo o tempo na solitária com ele.
As declarações de presos políticos, como as de Eleonora de Oliveira Soares, Ricardo Prata Soares e Lauriberto Junqueira Filho, feitas em Auditorias Militares, à época, confirmaram as torturas sofridas por ele no DOI-CODI. Zilá Prestes Prá Baldi declarou que o viu depois de morto com o corpo cheio de equimoses.
Embora no atestado de óbito conste a data de 19 de julho de 1971, sua morte só foi comunicada à mãe no dia 20, à noite. A primeira versão era de que ele havia se suicidado. Uma segunda versão dada pelos órgãos repressivos diz que ele teria morrido por "auto-atropelamento": tendo sido levado para o Rio Grande do Sul para identificar companheiros, ele teria escapado da guarda e se jogado embaixo de um carro, na BR-116, na altura de Jacupiranga. Não foi identificado o veículo atropelador, nem foi feita ocorrência do fato no local. Apesar desta desculpa mais sofisticada, o corpo não aparecia. Foi preciso que um parente tivesse acesso ao IML de São Paulo e localizasse o corpo, que ali estava "sem nome". O laudo médico, assinado por Isaac Abramovitch, terminou por definir: "Segundo consta, foi vítima de atropelamento". Jornalistas amigos de Merlino foram até o ponto da estrada para Porto Alegre em que, segundo os órgãos repressivos ele teria sido atropelado ao tentar fugir, e não encontraram sinal de nenhuma ocorrência. Nem sequer a notícia da morte de Luiz Eduardo Merlino pôde ser dada. Quando, um mês depois, em 28 de agosto, foi celebrada missa de trigésimo dia na Catedral da Sé, em São Paulo, o mesmo policial que havia agredido Regina Merlino apresentou-se para dar os pêsames.
No dia 20, os presos do DOI-CODI foram informados pelo PM Gabriel que Merlino havia morrido por problemas do coração.
Na requisição de exame necroscópico, no item referente ao histórico do caso lê-se "no dia e hora supra mencionados (19/07/71 - 19:30 - BR-116 Jacupiranga) ao fugir da escolta que o levava para Porto Alegre, RS, na estrada BR-116 foi atropelado e em conseqüência dos ferimentos faleceu".
O laudo necroscópico, assinado pelos médicos legistas Isaac Abramovitch e Abeylard Orsini concluiu que Merlino faleceu em virtude de anemia aguda traumática por rutura da artéria ilíaca direita. Foi enterrado no Cemitério de Santos, pelos seus familiares.
1)Os nomes tachados foram de professores que desapareceram ou foram assassinados na época da ditadura militar, que deveriam estar presentes na Comissão da verdade. Já os nomes que não estão tachados são de professores que participaram da Comissão da Verdade da USP.
ResponderExcluir2) Lígia Maria Salgado Nóbrega :
Foi militante da VANGUARDA ARMADA REVOLUCIONARIA PALMARES (VAR-PALMARES). Nasceu em 30 de julho de 1947 em Natal/RN, filha de Georgino Nóbrega e Naly Ruth Salgado Nóbrega. Foi morta aos 24 anos de idade, em 29 de março de 1972, junto com Antônio Marcos Pinto de Oliveira e Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo, em tiroteio na Av. Suburbana, n° 8988, casa 72, Bairro de Quintino (RJ).
Sua família, assim escreveu sobre ela:
“Chegou pequena a São Paulo, onde estudou, terminando o curso de normalista no Colégio Estadual Fernão Dias Pais.
Em seu trabalho de normalista, soube como ensinar as crianças de uma maneira criativa, brincalhona, amorosa. Em 1967, entrou no curso de Pedagogia da Universidade de São Paulo e se destacou pela sua capacidade intelectual, pela liderança e empenho em abrir horizontes, modernizar métodos de ensino, implicar as pessoas em sua responsabilidade social e em uma vida digna, onde os direitos humanos fossem respeitados e o indivíduo um verdadeiro cidadão, participando ativamente dos destinos do Brasil.
Tendo todos os canais de participação fechados pela ditadura militar e as manifestações reprimidas violentamente, em 1970, Lígia Maria se engaja na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e, com outros companheiros, passa à luta armada para enfrentar a violência do regime autoritário instalado no Brasil.
Morreu acreditando num Brasil mudado, no seu povo feliz, fruto da Justiça Social e da Paz. Lígia Maria, assim como muitos outros brasileiros, jogou tudo, inclusive a vida, na tentativa de mudar os destinos deste nosso Brasil.”
O corpo de Lígia chegou ao IML/RJ, em 30 de março de 1972, como desconhecida, pela Guia n° 01 do DOPS/RJ. Sua necropsia foi assinada pelos Drs. Eduardo Bruno e Valdecir Tagliari que confirmaram a versão oficial de tiroteio. Lígia foi reconhecida por seu irmão, Francisco Salgado da Nóbrega, em 07 de abril de 1972, tendo sido sepultada em Cemitério de São Paulo. Fotos e laudo de perícia de local (n° 1884/72 e Ocorrência n° 264/72) feitas pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli/RJ mostram o corpo de Lígia baleado. O jornal “Correio da Manhã”, de 06 de abril de 1972, publicou a notícia de sua morte, sob o título “Terroristas Morrem em Tiroteio: Quintino”, onde há uma foto de Aurora Maria Nascimento Furtado com o nome de Lígia.
Bibliografia: http://www.torturanuncamais-rj.org.br/MDDetalhes.asp?CodMortosDesaparecidos=130
3) O objetivo do cartaz é causar impacto ao leitor, como por exemplo, tachando os nomes de professores que desapareceram na ditadura militar. E tentar mostrar para a população dos grandes problemas que ocorreram e que foram mascarados.
CAROLINE ARAÚJO - 2º ANO A
ResponderExcluir1- No cartaz possuem alguns nomes tachados e outros que não estão tachados. Os que não estão tachados, são os nomes dos professores vivos, e que estarão presentes no debate da USP sobre a Comissão da Verdade. Já os nomes que estão tachados, são nomes de professores que deveriam estar comparecendo no momento do debate, mas que não estarão, pois alguns estão desaparecidos, mortos por sofrerem abusos de direitos humanos durante a ditadura militar ou por outros motivos.
2- ARNO PREIS (História)
A história de Arno Preis parte do ponto sobre a sua violação de direitos durante a Ditadura Militar. Ele era militante do Molipo (Movimento de Libertação Popular) e
integrante na ALN (Ação Libertadora Nacional). Assassinado em 1972, em confronto com policiais de Paraíso do Norte em Goiás, foi identificado como líder terrorista e enterrado como indigente. Após 22 anos de luta na justiça, os parentes conseguiram assegurar um
direito fundamental ao ser humano: o de enterrar seus mortos. Como o Estado não reconheceu oficialmente a culpa, a família ainda sustenta a luta pelo resgate histórico da militância de Arno Preis e pretende apagar a identificação de líder terrorista, atribuída pelo governo ao justificar sua morte. Não se trata de eleger os culpados ou punir os crimes da ditadura, mas em
passar a limpo a história desse período que insiste em manter documentos relevantes em sigilo e ainda oculta tantas informações importantes.
3- Há atualmente uma ampla mobilização na sociedade brasileira com o objetivo de tornar efetivo o direito à memória e à verdade histórica. As graves violações aos direitos humanos, sistematicamente cometidas pela ditadura civil-militar brasileira, também atingiram diretamente a comunidade acadêmica da Universidade de São Paulo (USP). De fato, a USP foi um palco privilegiado de repressão política, atestada, entre outras coisas, pela existência de vários ex-uspianos na lista dos desaparecidos políticos do país e pela demissão e aposentadoria compulsória de docentes.
Dado esse contexto, os abaixo-assinados vêm requerer a constituição e instalação de uma Comissão da Verdade na USP, dotada de autonomia e independência, destinada a examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos ocorridas durante a ditadura militar, entre 31 de março de 1964 e 15 de março de 1985. Vários atos que feriram tais direitos foram, nesse período, praticados contra docentes, alunos e funcionários técnico-administrativos da USP, bem como contra outros indivíduos não vinculados formalmente a seus quadros.
Assim, foi criado o cartaz "Por uma comissão da verdade na USP", para mostrar o movimento que será realizado dentro de todo o contexto, acima, explicado.
1- Neste cartaz, os nomes tachados representando professores da USP que deveriam estar presentes na discussão sobre a Comissão da Verdade, porém, foram torturados, mortos e/ou desaparecidos na época da ditadura militar brasileira, já os nomes que não foram tachados, são professores que sobreviveram à ditadura e estiveram presentes na discussão.
ResponderExcluir2-Luiz Eduardo Merlino (História)
Nascido em Santos, em 1948, Luiz Eduardo Merlino participou, ainda secundarista, do Centro Popular de Cultura (CPC) da União Nacional dos Estudantes (UNE). Mudou-se para São Paulo e, em 1966, fez parte da primeira equipe de jornalistas do recém-fundado Jornal da Tarde (1966), do grupo O Estado de S. Paulo. Nesse período, escreveu algumas reportagens que tiveram grande repercussão, como a que denunciava as atividades do “mau patrão” Abdala, da Fábrica de Cimento Perus/SP (Jornal da Tarde de 24 de abril de 1967).
Continuou a trabalhar como jornalista na Folha da Tarde (1968) e depois no Jornal do Bairro (1969-1970). Participou ainda ativamente da equipe do jornal alternativo Amanhã. Estudante de História da Universidade de São Paulo (USP), cobriu, em setembro de 1968, o 30º Congresso da UNE, em Ibiúna (SP), para a Folha da Tarde. Como jornalista, foi um dos poucos presentes que escaparam da prisão. Nessa época, já havia ingressado no Partido Operário Comunista (POC).
Foi preso na casa de sua mãe, em Santos, no dia 15 de julho de 1971. Tinha, na época, 23 anos e havia acabado de retornar de uma viagem à França, feita para estreitar contatos com a IV Internacional. Levado para o DOI-CODI de São Paulo, na Rua Tutóia, foi, conforme o livro Direito à Memória e à Verdade, editado pela Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça, “torturado por cerca de 24 horas ininterruptas e abandonado numa solitária, a chamada ‘cela-forte’, ou ‘x-zero’ “ (Brasília, 2007, pp. 169-170).A primeira versão para a morte de Merlino, dada pelo PM Gabriel aos presos do DOI-CODI, problemas de coração, foi logo abandonada. Em 19 de julho a família recebeu a notícia de que ele tinha se suicidado, jogando-se embaixo de um carro na BR-116, na altura de Jacupiranga, quando estaria sendo conduzido ao Rio Grande do Sul para “reconhecer” companheiros. O laudo necroscópico atestando essa versão foi assinado pelos médicos legistas Isaac Abramovitc e Abeylard de Queiroz Orsini. Porém, seus familiares localizaram o corpo, após uma longa espera, no IML de São Paulo, com marcas de tortura, em uma gaveta, sem nome. Depois disso o caixão foi entregue à família fechado. Diversos militantes denunciaram, na Justiça Militar e em várias ocasiões, sua tortura e seu abandono, particularmente Guido Rocha, que esteve com ele na “cela-forte”.
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_Eduardo_Merlino
http://ovp-sp.org/lem.htm
3-Um cartaz como este é para chocar e chamar atenção das pessoas para uma questão importante que muitas vezes esquecemos e ignoramos. Assim, esse cartaz divulga o abaixo-assinado que está coletando assinaturas que serão enviadas ao Conselho Universitário da USP, pedindo a criação da comissão. Se aprovada, a Comissão da Verdade da USP elegerá seus integrantes entre funcionários, professores e alunos e eles poderão receber testemunhos e informações, convocar pessoas a prestar depoimento, além de requisitar documentos de todos os órgãos da Universidade, ainda que classificados como sigilosos. Também será objetivo da Comissão da Verdade da USP investigar, especificamente, os crimes da ditadura cometidos contra os membros da universidade e sugerir reformas no Regimento Interno da instituição, redigido durante a ditadura. Os resultados do trabalho desta comissão serão compilados em um relatório que será publicado, amplamente divulgado e encaminhado às Comissões da Verdade já existentes e ao Ministério Público. Assim, poderemos esclarecer e honrar esses nomes que lutaram pela nação brasileira e foram terrivelmente mortos tentando libertar esse país.
ResponderExcluirfonte: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/usp-quer-comissao-da-verdade-para-investigar-crimes-cometidos-dentro-da-universidade/
Beatriz Gonçalves Rodrigues 2°A n:5
1)O motivo de os nomes estarem tachados e outros não, é que os professores morreram na época da ditadura militar e que deveriam estar nessa comissão.
ResponderExcluir2)Helenira Rezende de Souza
Biografia
Militante do Partido Comunista do Brasil (PC do B).
Nasceu em Cerqueira Cesar, SP, no dia 19 de janeiro de 1944, filha de Adalberto de Assis Nazareth e Euthália Resende de Souza Nazareth.
Desaparecida, desde 1972, na Guerrilha do Araguaia, quando contava 28 anos. Integrante do Destacamento A das Forças Guerrilheiras. Este Destacamento passou a chamar-se Helenira Resende após sua morte.
Morta a golpes de baioneta, em 29 de setembro de 1972, depois de metralhada nas pernas e torturada. Enterrada na localidade de Oito Barracas.
No Relatório do Ministério da Marinha encontra-se a cínica "informação" de que se encontra foragida. No arquivo do DOPS/PR, o nome de Helenira consta em uma gaveta com a identificação: "falecidos".
Declarações da ex-presa política Elza de Lima Monnerat, em Auditoria Militar, à época, afirmam que "… Helenira, ao ser atacada por dois soldados, matou um deles e feriu outro. Metralharam-na nas pernas e torturaram-na barbaramente até a morte…".
De 1969 a 1972 (mesmo após sua morte na Guerrilha do Araguaia) sua família foi chamada a prestar declarações ao DOPS/SP e ao II Exército.
Em 6 de junho de 1979, um jornal publicou sobre Helenira que: "…o lugar onde estava virou uma poça de sangue, conforme falaram soldados do PIC (Pelotão de Investigações Criminais)… e confirmaram que a coragem da moça irritou a tropa. Helenira foi morta a baionetadas!" No jornal "A Voz da Terra", de 8 de fevereiro de 1979, há uma extensa matéria que, sob o título "A Comovente História de Helenira", conta a história dessa combatente pela liberdade no Brasil. Até hoje, sua família, oficialmente, de nada foi informada.
Em sua homenagem, a Lei 9497 de 20/11/97 da Câmara Municipal de Campinas, dá o nome de Helenira Rezende de Sousa Nazareth à antiga rua 3 do Residencial Cosmo I.
3)O contexto do cartaz é a opinião dos professores acerca da ditadura e a libertação da mesma depois de mais de 20 anos, e o motivo é de fazer justiça em nome desses professores que não puderam comparecer, em decorrência de seus óbitos, ocasionados por negligência de opinião.
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir1) No cartaz os nomes que não foram tachados, são professores que sobreviveram à ditadura e estiveram presentes na discussão, já os nomes tachados representando professores da USP que deveriam estar presentes na discussão sobre a Comissão da Verdade, porém, foram torturados, mortos e/ou desaparecidos na época da ditadura militar brasileira.
ResponderExcluir2) Luiza Augusta Garlippe nasceu em Araraquara em 1941, Tuca, foi uma guerrilheira brasileira que lutou na Guerrilha do Araguaia, cursou o ensino médio no Instituto de Educação Bento de Abreu, em sua cidade natal. Se mudou para São Paulo, onde fez o curso de Enfermagem na Universidade de São Paulo (USP),e se formou em 1964. Passou a trabalhar no Hospital das Clínicas, chegando a Enfermeira-Chefe do Departamento de Doenças Tropicais. Participava da Associação dos Funcionários do Hospital das Clínicas, era militante do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e teve destacada atuação na luta contra o regime militar. No início dos anos de 1970, foi atuar no Araguaia, indo viver na região do Rio Gameleira, onde desenvolveu intenso trabalho de saúde. Após o quase extermínio e desbaratamento dos guerrilheiros pelas forças do exército, após a Operação Marajoara, em dezembro de1973, 'Tuca' foi uma das últimas sobreviventes a ser presa viva. Em 24 de julho de 1974, maltrapilha, doente e faminta, foi surpreendida num emboscada por uma patrulha do então capitão Sebastião Moura, o mais tarde famoso Major Curió, nas margens dorio Sororó, junto com a guerrilheira Dinalva Oliveira Teixeira, a 'Dina'. Levadas a uma base do exército na região para interrogatório, em Bacaba, foram depois transportadas de helicóptero para lugar desconhecido na selva e executadas. Seu corpo nunca foi encontrado e é dada como desaparecida política.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiza_Garlippe e http://www.torturanuncamais-rj.org.br/medalhaDetalhe.asp?CodMedalha=250
3) O cartaz com essas características tem o objetivo de causar um impacto no leitor, chamando sua atenção e divulgando o projeto Por uma Comissão da Verdade na USP que sugere uma comissão da verdade baseada nos acontecimentos referentes a USP durante a ditadura e assim, expor as verdades que estão escondidas pela ditadura militar brasileira. Isso mostra que os impactos da ditadura continuam presentes até hoje, mesmo que escondidas. Além disso, mostra a importância da verdade sobre a divulgação dos fatos, reforçando a necessidade de uma Comissão da Verdade.
1- Os nomes tachados são representados por professores da USP que morreram ou desapareceram na época da ditadura militar e que deveriam estar presentes na Comissão da Verdade do dia 12 de junho de 2012.
ResponderExcluir2- Helenira Rezende de Souza Nazareth(LETRAS)(Cerqueira César,19 de janeiro de 1944 - Araguaia, 29 de setembro de 1972) foi uma guerrilheira brasileira, militante do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e integrante da Guerrilha do Araguaia.
Líder estudantil e ex-vice-presidente da UNE, jogadora de basquete e praticante do atletismo, conhecida como 'Preta' pelos colegas de militância e da universidade e reconhecida por sua capacidade como oradora, cursou Letras e Filosofia na USP, na rua Maria Antônia, em São Paulo, e foi presa durante o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, 1968. Do ônibus que a transportava junto com outros estudantes presos, conseguiu entregar um bilhete a um transeunte que avisava sua família de sua prisão, o que impediu que fosse dada como desaparecida. Transferida do Presídio Tiradentes para o DOPS, foi jurada de morte pelo delegado Sérgio Fleury, figura máxima da repressão policial a resistencia à ditadura militar.
Helenira foi solta por força de habeas-corpus concedido na véspera da edição do AI-5, em dezembro de 1968, e caiu na clandestinidade, vivendo em várias partes do país até ir para o Araguaia.
Integrante do Destacamento A da guerrilha, onde usava o codinome 'Fátima', Helenira fazia parte de um grupo emboscado por fuzileiros navais em 29 de setembro de 1972. Ferida no tiroteio e metralhada nas pernas, recusou-se a entregar a localização dos companheiros aos militares e foi torturada e morta a golpes de baioneta.
3- Logo no começo, o design do cartaz já tem um impacto, ao ler o cartaz, o leitor cria um estranhamento e uma curiosidade pelos nomes tachados e pelos nomes em negrito, o cartaz tem o contexto de impactar o leitor e fazer um abaixo-assinado coletando assinaturas que serão enviadas ao Conselho Universitário da USP, pedindo a criação da comissão. Investigando os crimes que foram cometidos na ditadura contra os membros da universidade.
Talita Argente nº:28 2ºA
ResponderExcluir1- Alguns nomes estão tachados pois, foram professores que davam aula durante a ditadura e foram assassinados, os nomes que não estão tachados são os professores que sobreviveram e que estarão neste debate da USP.
2- Ísis Dias de Oliveira
Ísis nasceu e cresceu em São Paulo, iniciando os estudos no Grupo Estadual Pereira Barreto. Fez o ginasial no Colégio Estadual Presidente Roosevelt e o curso clássico no Colégio Santa Marcelina. Estudou piano e fez curso de pintura e escultura na Fundação Álvares Penteado. Falava inglês, estudou na União Cultural Brasil-Estados Unidos, dominando também o francês e o espanhol. Trabalhou como secretária bilíngüe na Swift. Em 1965, iniciou o curso de Ciências Sociais na USP e passou a morar no CRUSP — o conjunto residencial da Universidade. Trabalhou no Cursinho do Grêmio da Faculdade de Filosofia e se casou, em 1967, com José Luiz Del Royo, também integrante da ALN na fase de sua fundação, e que foi eleito em 2006 senador na Itália. Isis freqüentou o curso de Ciências Sociais até o 3º ano e, segundo informações dos órgãos de segurança, esteve em Cuba participando de treinamento de guerrilha em 1969. Já separada de Del Royo, retornou clandestinamente ao Brasil e se estabeleceu no Rio de Janeiro a partir de meados de 1970. No dia 4 de fevereiro, Aurora Maria Nascimento Furtado, colega da USP e militante da ALN, que também seria morta sob torturas dez meses depois telefonou a Edmundo, pai de Ísis, avisando da prisão da amiga. “Ela corre perigo, tratem de localizá-la”, disse-lhes. E foi o que tentaram com persistência: impetraram cinco habeas-corpus através da advogada Eny Raimundo Moreira, todos negados. Foram a todas as unidades do Exército, Marinha e Aeronáutica do Rio de Janeiro e São Paulo onde imaginassem poder ter notícias de Ísis. Vasculharam os arquivos dos cemitérios do Rio de Janeiro, Caxias, Nilópolis, São João de Meriti, Nova Iguaçu, São Gonçalo. Sem falar das muitas cartas escritas com a letra miúda da mãe ao presidente da República, às autoridades civis e religiosas. Dezenas de pastas guardam os documentos da família na busca por Ísis.
3- O cartaz tem como objetivo divulgar o debate, e para chocar os nomes dos professores que foram assassinados na época da ditadura estão taxados, e na palavra ‘’verdade’’ tem a imagem de alguns dos professores que foram mortos durante a ditadura.
Nicollas Duque 2ºB
ResponderExcluir1)Os nomes estão riscados fazendo uma alusão de que os professores citados deveriam estar fazendo parte do debate situado na Universidade de São Paulo, mas não poderão estar presentes pois estão mortos ou desaparecidos por causa da ditadura militar.
2)Iara Iavelberg (Psicologia)
Iara Iavelberg nasceu numa rica família judia paulistana e aos 16 anos já estava casada. O casamento, com um médico, durou apenas três anos e ela deixou a relação para entrar na militância política. Separada, e mal entrada nos vinte anos, virou adepta do amor livre, moda na época, e entre um de seus casos esteve o líder estudantil José Dirceu. Alta, bonita, de olhos claros e corpo bem cuidado, virou a musa da intelectualidade estudantil paulista de esquerda ao meio da década de 1960. Destemida e vaidosa, nos seus tempos de clandestinidade era capaz de sair de um 'aparelho' para cortar os cabelos nos melhores salões de Ipanema, no Rio de Janeiro.
Iara chegou ao Marxismo através do movimento estudantil e, militando no MR-8, conheceu Carlos Lamarca, comandante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) dois meses depois dele desertar do exército, em abril de 1969. A paixão entre a filha de milionários paulista que tornou-se socialista e o filho de sapateiro carioca, capitão desertor do exército brasileiro e um líderes da luta armada, foi fulminante. Os dois foram viver juntos e passaram dez meses escondidos em 'aparelhos' pelo país. Uma das companhias do casal nestes esconderijos e que testemunhou de perto a relação entre os dois, foi a guerrilheira 'Vanda', da VPR, codinome de Dilma Roussef, décadas depois a primeira mulher presidente do Brasil.
3)O intuito do cartaz é impactar o leitor o lembrando que muitas pessoas foram mortas por causa da ditadura, e a comissão da verdade busca fazer justiça, não punindo as pessoas que eram a favor, mas fazendo com que eles fiquem "sujos" perante às outras pessoas da sociedade. Apesar de não concordar com isso, relembrar as pessoas que lutaram por um país melhor é importante.
1- Os nomes tachados no cartaz são os professores que, na época da ditadura militar, e disseram que alguns tinham desaparecidos ou assassinados. Esses professores deveriam estar no debate da USP sobre a Comissão da Verdade.
ResponderExcluir2- ARNO PREIS (Direito) A história de Arno Preis parte do ponto sobre a sua violação de direitos durante a Ditadura Militar. Ele era militante do Molipo (Movimento de Libertação Popular) e integrante na ALN (Ação Libertadora Nacional). Assassinado em 1972, em confronto com policiais de Paraíso do Norte em Goiás, foi identificado como líder terrorista e enterrado como indigente. Após 22 anos de luta na justiça, os parentes conseguiram assegurar um direito fundamental ao ser humano: o de enterrar seus mortos. Como o Estado não reconheceu oficialmente a culpa, a família ainda sustenta a luta pelo resgate histórico da militância de Arno Preis e pretende apagar a identificação de líder terrorista, atribuída pelo governo ao justificar sua morte. Não se trata de eleger os culpados ou punir os crimes da ditadura, mas em passar a limpo a história desse período que insiste em manter documentos relevantes em sigilo e ainda oculta tantas informações importantes.
3- O cartaz consegue impactar o leitor, divulgando o projeto “ Por uma Comissão da Verdade na USP ” para mostrar as verdades que foram escondidas pela ditadura militar brasileira. Colocaram os nomes de professores que morreram tachados, o informativo demonstra que os impactos da ditadura não ficaram no passado, mas continuam e mostram a importância da verdade nessa divulgação.
Gustavo Segolin nº10 2ºB
1) O motivo dos nomes taxados são professores da época da ditadura militar , que foram assassinados e, ou, desaparecidos que deveriam estar fazendo parte do debate, os nomes não taxados são os professores que farão parte do debate.
ResponderExcluir2) Ísis Dias de Oliveira
Militante da AÇÃO LIBERTADORA NACIONAL (ALN).
Nasceu em 29 de agosto de 1941, filha de Edmundo Dias de Oliveira e Felícia Mardini de Oliveira.
Desaparecida desde 1972, quando tinha 31 anos.
Iniciou seus estudos no Grupo Estadual Pereira Barreto, onde concluiu o primário. O Ginasial e o Clássico cursou no Colégio Estadual Presidente Roosevelt e no Colégio Sta. Marcelina, respectivamente.
Em 1960 concluiu o seu curso de piano e, posteriormente, estudou inglês na União Cultural Brasil-Estados Unidos.
Além de inglês, falava francês e espanhol. Em 1965 iniciou o Curso de Ciências Socias na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.
Em 1967, casou-se com José Luiz Del Royo, de quem se separou posteriormente.
Ainda em 67 trancou sua matrícula.
Em 1970 passou a morar na cidade do Rio de Janeiro, onde foi presa no dia 30 de janeiro de 1972.
3) Nesse cartaz mostra o que não podia ser mostrado naquela época pois existia a ditadura e o motivo desse cartaz e fazer a justiça em nome de todos esses professores que desapareceram.
Gustavo Jardim N°9 2°B
Mayara Storer - 2ºA
ResponderExcluir1- Os nomes tachados representam estudantes, ou professores, da USP que faziam parte da campanha, mas foram dados como assassinados ou desaparecidos na época da ditadura e deveriam estar presente nesse debate sobre a Comissão da Verdade. Os nomes que não estão tachados são as pessoas que sobreviveram.
2- Helenira Rezende de Souza Nazareth foi uma guerrilheira brasileira, militante do Partido Comunista do Brasil e integrante da Guerrilha do Araguaia.
Líder estudantil e ex-vice-presidente da UNE, jogadora de basquete e praticante do atletismo, conhecida como 'Preta' pelos colegas de militância e da universidade e reconhecida por sua capacidade como oradora, cursou Letras e Filosofia na USP, e foi presa durante o XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, 1968. Do ônibus que a transportava junto com outros estudantes presos, conseguiu entregar um bilhete a um transeunte que avisava sua família de sua prisão, o que impediu que fosse dada como desaparecida. Transferida do Presídio Tiradentes para oDOPS, foi jurada de morte pelo delegado Sérgio Fleury, figura máxima da repressão policial a resistência à ditadura militar.
Helenira foi solta por força de habeas-corpus concedido na véspera da edição do AI-5, em dezembro de 1968, e caiu na clandestinidade, vivendo em várias partes do país até ir para o Araguaia.
Integrante do Destacamento A da guerrilha, onde usava o codinome 'Fátima', Helenira fazia parte de um grupo emboscado por fuzileiros navais em 29 de setembro de 1972. Ferida no tiroteio e metralhada nas pernas, recusou-se a entregar a localização dos companheiros aos militares e foi torturada e morta a golpes de baioneta.
Seu corpo que, segundo camponeses, teria sido enterrado em um local conhecido como 'Oito Barracas', nunca foi encontrado e ela oficialmente é reconhecida como 'foragida' pelas Forças Armadas. Após sua morte, o destacamento em que atuava, em homenagem à sua coragem e espírito de liderança, passou a chamar-se Destacamento Helenira Rezende.
Em 06 de junho de 1979, um jornal publicou sobre Helenira que: “... o lugar onde estava virou uma poça de sangue, conforme falaram soldados do PIC (Pelotão de Investigações Criminais)... e confirmaram que a coragem da moça irritou a tropa. Helenira foi morta a baionetadas!” No jornal “A Voz da Terra”, de 08 de fevereiro de 1979, há uma extensa matéria que, sob o título “A Comovente História de Helenira”, conta a história dessa combatente pela liberdade no Brasil. Até hoje, sua família, oficialmente, de nada foi informada.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Helenira_Resende
http://www.torturanuncamais-rj.org.br/MDDetalhes.asp?CodMortosDesaparecidos=253
3- Esse cartaz te como objetivo impactar o leitor, fazendo com que ele tenha uma noção de quantos nomes foram tachados durante toda a ditadura, já que esses, presentes no cartaz, são só de estudantes ou professores da USP, além de divulgar a campanha “Por uma Comissão da Verdade”. Essa Comissão da Verdade irá investigar, especificamente, os crimes da ditadura cometidos contra os membros da universidade e sugerir reformas no Regimento Interno da instituição, redigido durante a ditadura. Com isso, essa campanha nos faz pensar sobre todos os crimes cometidos naquela época e sobre todas as verdades ainda não descobertas sobre a história do nosso país.
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/usp-quer-comissao-da-verdade-para-investigar-crimes-cometidos-dentro-da-universidade/
1. Os nomes tachados no cartaz são de professores da USP que foram assassinados ou desaparecidos na época da ditadura militar e portanto eles deveriam fazer parte d Comissão da Verdade na Universidade de São Paulo.
ResponderExcluir2. Iara Iavelberg - Nasceu numa rica família judia paulistana e aos 16 anos já estava casada. O casamento, com um médico, durou apenas três anos e ela deixou a relação para entrar na militância política. Separada, e mal entrada nos vinte anos, virou adepta do amor livre, moda na época, e entre um de seus casos esteve o líder estudantil José Dirceu. Alta, bonita, de olhos claros e corpo bem cuidado, virou a musa da intelectualidade estudantil paulista de esquerda ao meio da década de 1960.
Iara chegou ao Marxismo através do movimento estudantil e conheceu Carlos Lamarca, comandante da Vanguarda Popular Revolucionária. Os dois foram viver juntos e passaram dez meses escondidos em 'aparelhos' pelo país. Uma das companhias do casal nestes esconderijos e que testemunhou de perto a relação entre os dois, foi a guerrilheira 'Vanda', da VPR, codinome de Dilma Roussef, décadas depois a primeira mulher presidente do Brasil. A viagem, em junho de 1971, de Iara e Carlos Lamarca do Rio de Janeiro para a Bahia, foi a última vez em que estiveram juntos, antes da morte de ambos. As causas e até a data de sua morte permanecem envoltas em mistério. A data oficial é contestada por relatório do Ministério da Aeronáutica, segundo o qual ela teria se suicidado em 6 de agosto, acuada pela polícia em uma residência em Salvador. Alguns militantes, presos de Salvador, dizem ter ouvido seus gritos quando era torturada, o que contradiz a versão do Ministério da Marinha, segundo a qual ela teria sido morta durante "ação de segurança". (Fonte: Wikipédia)
3. Na minha opinião um cartaz como esse é feito para impactar o leitor, pois, naquela época as pessoas sofreram com a ditadura militar e a repressão de liberdade de expressão. Até hoje, existem famílias que esperam por uma notícia de seus parentes que foram mortos na época da ditadura militar e que não conseguiram ao menos, enterrar os seus entes com dignidade.
Victória Calegari - 2ºB Nº 27
1 - Os nomes não-destacados no cartaz se referem a professores ou estudantes da Universidade de São Paulo que estão desaparecidos ou foram assassinados em razão das medidas de repressão adotadas pela ditadura militar brasileira. Os destacados estão vivos e estiveram presentes no debate.
ResponderExcluir2 - Aylton Adalberto Mortati nasceu em Catanduvas, Eestado de São Paulo, em 13 de janeiro de 1946, filho de Umberto Mortati e Carmem Sobrinho Martins. Em sua cidade natal, fez o primário, o ginasial e o colegial. Mudou-se para São Paulo, onde fez vestibular para a Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie. Era execelente pianista e faixa preta no caratê.Foi preso em 1968, no XXXCongresso da UNE.Viajou para Cuba, onde permaneceu por um ano. Retornou ao Brasil em 1971, vivendo clandestinamente em São Paulo até sua prisão, morte e desaparecimento.Oficial da reserva do Exército Brasileiro, teve sua “Carta Patente” cassada pelo Presidente Médici.Foi preso na Rua Cervantes, n° 7, Vila Prudente, no dia 4 de novembro de 1971, quando sua casa foi invadida por agentes do DOI-CODI, para onde foi levado e torturado.Os presos políticos de São Paulo denunciaram, em documento enviado ao presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Dr. Caio Mário da Silva Pereira, em 1975, a prisão, tortura e assassinato de Aylton.Tinha prisão preventiva decretada pela 2ª Auditoria de Guerra e o procurador militar havia ‘pedido pena de morte’ para o ele.Estava clandestino desde outubro de 1968. Desde essa época, até seu desaparecimento, sua família foi presa e perseguida várias vezes. Seu nome consta, no Arquivo do DOPS/PR, em uma gaveta com a identificação: “falecidos”.Foi dirigente do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO).
Fonte: http://www.torturanuncamais-rj.org.br/MDDetalhes.asp?CodMortosDesaparecidos=223
3 - O cartaz impacta o leitor por dar a este a percepção de como foi a repressão da ditadura militar brasileira, com professores e estudantes desaparecidos e assassinados. É o processo de sensibilização do povo, juntamente com a proposta de Comissão da Verdade e as investigações a respeito da ditadura na instituição da USP que evitam que tal mancha negra no passado brasileiro retorne à realidade.
1- Os nomes destacados em vermelho são de professores que sobreviveram (não estão mortos) depois se entregarem ao risco de oferecerem aulas durante a ditadura;
ResponderExcluir2- Alexandre Vannucchi Leme
Frequentava o curso de Geologia da Universidade de São Paulo (USP) no início da década de 70, participando ativamente da militância estudantil de esquerda durante o período do regime militar conhecido como anos de chumbo.
Seu nome tornou-se muito conhecido devido a mística gerada no movimento estudantil em torno dos fatos que envolveram sua morte inesperada, aos 22 anos. Enquanto o governo afirmava publicamente que ele teria sido vítima de atropelamento, líderes estudantis alegavavam que sua morte teria acontecido por tortura durante interrogatório.
Alexandre havia sido preso pela Operação Bandeirantes devido a sua participação ativa em uma organização política, a Ação Libertadora Nacional(ALN).
Há mais de uma versão sobre sua morte. A mais consagrada nos meios midiáticos e estudantís é a de que foi morto pelo aparato de segurança do Regime Militar. De acordo com lideranças esquerdistas do movimento estudantil, no dia 16 de Março de 1973, Vannucchi foi levado aoDOI-CODI, onde foi torturado durante dois dias até não resistir e morrer.
Outra versão apresentada sobre a morte de Vannucchi por alguns jornais e rádios, baseados na fala de um integrante de nome não divulgado do DOI-CODI, foi a de que a morte de Alexandre se tratara de um suicídio, alegando que ele teria se matado com uma lâmina de barbear enquanto esperava em sua cela para ser interrogado.
Por fim, outra versão também amplamente divulgada, através de nota pública do governo, afirma que ele teria sido atropelado por um caminhão ao tentar fugir das instalações onde se encontrava detido. Tal versão, embora fosse apoiada pelos laudos de pericia médica e por fotografias do local do acidente, foi amplamente contestada pelas organizações de esquerda que atuavam contra o regime militar.
3- O contexto também leva ao motivo, que é fazer com que nenhum detalhe escape do registro da história do Brasil, para que o todos possam ver de modo claro e verídico a história que o Brasil veio construindo até hoje.
Letícia Hessel - 2°B
ResponderExcluir1 - Os nomes não tachados nesse cartaz correspondem aos professores que participarão da Comissão da Verdade, investigando os crimes cometidos pelo Estado no período da ditadura militar. E os nomes tachados consistem nos professores da USP vítimas desses crimes, ou seja, mortos e desaparecidos políticos que poderiam participar do evento.
2 -
Nome: Antônio Benetazzo;
Cidade (onde nasceu): Verona;
País (onde nasceu): Itália;
Data (de nascimento): 1/11/1941;
Atividade: Professor;
Universidade: Universidade de São Paulo USP;
Organização (na qual militava): Ação Libertadora Nacional (ALN), Movimento de Libertação Popular (MOLIPO) e Partido Comunista Brasileiro (PCB);
Nome falso (Codinome): Paulo, Aderval Teodoro de Andrade, Lothar Joachim Dressler, Alberto Ferreira;
Prisão: 28/10/1972 , São Paulo -SP;
Morto ou Desaparecido: 30/10/1972, São Paulo -SP.
Antônio Benetazzo nasceu em 01 de novembro de 1941, em Verona, na Itália, filho de Pietro Benetazzo e Giuleta Squazzordo Benetazzo. Ainda menino, mudou-se para o Brasil. Desde cedo, possuía o sentimento anti-fascista, por influência de seus pais. Assim, desde adolescente, participava dos movimentos populares no Brasil.
Anteriormente ao golpe militar (em 19640), destacou-se nos movimentos culturais e políticos como estudante secundarista e integrante do PCB. Benetazzo era estudante de Filosofia e de Arquitetura da Universidade de São Paulo, Presidente do Centro Acadêmico do Curso de Filosofia e professor de História, em que buscava passar aos alunos uma visão crítica do contexto em que estavam inseridos.
Passou a militar na ALN ao se desligar do PCB em 1967. Em 1969 deixou seu cargo de professor na universidade e escolas para viver na clandestinidade, isto é, dirigiu-se à Cuba e retornou em 1971 já membro da MOLIPO.
Em 28 de outubro de 1972 foi preso e levado ao DOI/CODI-SP, sendo extremamente torturado até a morte, ou seja, faleceu no dia 30 do mesmo mês.
Porém, em 2 de novembro, a informação publicada nos jornais paulistas sobre Antônio, alega que o rapaz foi morto, por um pesado caminhão, ao tentar fugir após um suposto encontro com companheiros. Essa versão tornou-se inválida devido a testemunhos que confirmaram a tortura de Benetazzo, além de não ter ocorrido acidente naquelas condições apresentadas (dia, horário e local).
Enfim, o dirigente do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO) e redator do jornal Imprensa Popular, órgão oficial do MOLIPO, foi torturado até a morte aos 31 anos de idade, e enterrado inicialmente como indigente.
3 - Um cartaz como esse visa causar impacto e alertar o povo brasileiro de que a história da nação precisa ser investigada, que pessoas desapareceram, foram torturadas e mortas apenas por buscar uma sociedade livre. E esses indivíduos poderiam fazer parte de nossa realidade se não lutassem pela liberdade.
Fontes de pesquisa:
http://www.desaparecidospoliticos.org.br/pessoa.php?id=151&m=3
http://www.torturanuncamais-rj.org.br/MDDetalhes.asp?CodMortosDesaparecidos=105
Thaís Rocha Lopes - nº 30 - 2ªA
ResponderExcluir01) Todos os nomes são de professores convidados a participarem do debate, porém os que estão tachados são de pessoas que foram dadas como desaparecidas ou mortas no período da ditadura militar.
02) Helenira Nazareth (Letras)
Militante do PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PC do B).
Filha de Adalberto de Assis Nazareth e Euthália Resende de Souza Nazareth.
Nasceu em Cerqueira Cesar, SP, no dia 19 de janeiro de 1944 e mudou-se para Assis, aos quatro anos, onde cresceu. Concluiu ali o curso Clássico no Instituto de Educação Prof. Clibas Pinto Ferraz, onde foi uma das fundadoras do grêmio de representação dos alunos. Foi então para São Paulo
e cursou Letras na Faculdade de Filosofia da USP, localizada então na rua Maria Antônia, sendo eleita presidente do Centro Acadêmico. Tornou-se importante líder no Movimento Estudantil, sendo conhecida também pelo apelido “Preta”.
Desaparecida, desde 1972, na Guerrilha do Araguaia, com 28 anos. Integrante do Destacamento A das Forças Guerrilheiras; esse recebeu o seu nome após sua morte.
Morta a golpes de baioneta, em 29 de setembro de 1972, depois de metralhada nas pernas e torturada. Enterrada na localidade de Oito Barracas.
No Relatório do Ministério da Marinha, encontra-se a cínica "informação" de que se encontra foragida. No arquivo do DOPS/PR, o nome de Helenira consta em uma gaveta com a identificação: "falecidos".
Declarações da ex-presa política Elza de Lima Monnerat, em Auditoria Militar, à época, afirmam que "... Helenira, ao ser atacada por dois soldados, matou um deles e feriu outro. Metralharam-na nas pernas e torturaram-na barbaramente até a morte...".
De 1969 a 1972 (mesmo após sua morte na Guerrilha do Araguaia), sua família foi chamada a prestar declarações ao DOPS/SP e ao II Exército.
Em 6 de junho de 1979, um jornal publicou sobre Helenira que: "...o lugar onde estava virou uma poça de sangue, conforme falaram soldados do PIC (Pelotão de Investigações Criminais)... e confirmaram que a coragem da moça irritou a tropa. Helenira foi morta a baionetadas!”.
FONTES: http://www.desaparecidospoliticos.org.br/pessoa.php?id=290&m=3
http://paginainfelizdanossahistoria-jsf.blogspot.com.br/2011/03/helenira-resende-de-souza-nazareth.html
03) O objetivo do cartaz é divulgar a campanha “Por uma Comissão da Verdade da USP” e, principalmente, impactar o leitor ao divulgar a veracidade dos fatos mascarados anteriormente, tendo como base as diversas pessoas dadas como desaparecidas ou mortas.
1 – Os nomes que tachados refere-se a professores da USP que deveriam comparecer, mas são desaparecidos políticos, que sumiram no período de ditadura. Alguns foram dados como mortos, mas outros estão desaparecidos desde então.
ResponderExcluir2 – Norberto Nehring Nasceu em São Paulo, no dia 20 de setembro de 1940, era o filho mais velho de Walter Nehring e Nice Monteiro Carneiro Nehring.
Economista e professor da Universidade de São Paulo. Uma pessoa marcante na sua adolescência foi um vizinho, judeu-comunista e empresário, Simão, que lhe revelou as atrocidades nazistas e o despertou para a causa do socialismo. Norberto sempre foi interessado e aplicado. Estudou nas boas escolas públicas da época. Terminando o ginásio, optou por um curso técnico, de química industrial no Mackenzie que lhe possibilitasse trabalhar enquanto seguiria os estudos universitários à noite.
Em 1963 Norberto já trabalhava, entrou na USP em economia e casou-se.
Participação na Ação Liberadora Nacional (ALN) e do Partido Comunista Brasileiro (PCB)
Retido pelos órgãos de repressão
Departamento (Estadual) de Ordem Política e Social DOPS ou DEOPS Brasil e Operação Bandeirante OBAN Brasil
Entre os supostos envolvidos em sua morte ou desaparecimento encontra-se Romeu Tuma, Sérgio Paranhos Fleury.
Morto em 24/4/1970, São Paulo SP Brasil
Sob tortura. Mas de acordo com a versão oficial foi relatado um suicídio.
Clandestinidade.
3 – O cartaz tem como objetivo esclarecer os acontecimentos que na época não foi divulgados, pelos segredos que havia por trás da ditadura, mostrando a verdade as pessoas sobre determinado individuo, mostrando com que “esta se lidando”.
Então assim as pessoas poderão ter esclarecer e ter em mento o que realmente foi a ditadura e o que ocorreu em cada caso de desaparecimento político.
Leonardo H. 2°B
Débora Mayumi 2ºA
ResponderExcluir1- Os nomes que estão tachados no cartaz, representam os professores da USP que foram convidados a comparecer no debate da Comissão da Verdade, porém não compareceram ao evento pelo fato de estarem mortos ou desaparecidos, desde a época da ditadura militar no Brasil.
2-Nome:Ana Rosa Kucinski Silva
Nasceu no dia 12 de janeiro de 1942, em São Paulo, filha de Majer Kucinski e de Ester Kucinski.Esposa de Wilson Silva, ambos desaparecidos desde o dia 22 de abril de 1974. Tinha 32 anos de idade.Professora universitária no Instituto de Química da Universidade de São Paulo.
A família de Ana Rosa e Wilson impetrou vários habeas-corpus na tentativa de localizá-los, todos eles prejudicados pela resposta de que nenhum dos dois se encontrava preso.
Nas pesquisas feitas pelos familiares aos arquivos do antigo DOPS/SP apenas uma ficha foi encontrada onde se lê: “presa no dia 22 de abril de 1974 em SP”.
O Relatório do Ministério da Marinha faz referências caluniosas a Ana Rosa.
O general Golberi do Couto e Silva chegou a reconhecer, em dezembro de 1974, que Ana Rosa se encontrava presa numa instituição da Aeronáutica.
O governo americano – por meio do Departamento de Estado – encaminhou informações à família de que Ana Rosa ainda estaria viva, presa em local não sabido e que Wilson Silva, provavelmente estaria morto.
As famílias dos desaparecidos políticos estiveram com o General Golberi do Couto e Silva em Brasília, em audiência solicitada por D. Paulo Evaristo Arns. Dias depois, o Ministro de Justiça, Armando Falcão, em nota oficial, informou sobre os ‘desaparecidos políticos’ e incluiu na lista nomes de pessoas que jamais foram tidas como desaparecidas. Em relação a Ana Rosa e Wilson Silva, a nota do Ministério alegava que eram ‘terroristas’ e estavam ‘foragidos’.
Amílcar Lobo, o médico psiquiatra envolvido com torturas no Rio de Janeiro, e que resolveu denunciar os assassinatos políticos.Quando o irmão de Ana mostrou as fotos da irmã e seu marido, o psiquiatra reconheceu as fotos de Wilson Silva como sendo uma pessoa que ele atendera após uma seção de torturas. Quanto a Ana Rosa, entretanto, o reconhecimento foi positivo, mas não categórico.
http://www.torturanuncamais-rj.org.br/MDDetalhes.asp?
3- A criação desse cartaz tem o objetivo de impactar os leitores, mostrar como foi a repressão da ditadura militar. Além de também divulgar o projeto,"Por uma Comissão da Verdade da USP” e assim expor o que o povo brasileiro passou durante esse terrível período e trazendo a verdade que esteve oculta por muito tempo.
1. Os nomes tachados, são nomes de professores da USP que morreram ou que estão desaparecidos que se ainda estivessem vivos ou fossem encontrados participariam da campanha da Comissão da Verdade.
ResponderExcluir2. Militante do PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PC do B).
Nasceu em Cerqueira Cesar, SP, no dia 19 de janeiro de 1944, filha de Adalberto de Assis Nazareth e Euthália Resende de Souza Nazareth.
Desaparecida, desde 1972, na Guerrilha do Araguaia, quando contava 28 anos. Integrante do Destacamento A das Forças Guerrilheiras. Este Destacamento passou a chamar-se Helenira Resende após sua morte.
Depoimento de Helenalda Rezende, sua irmã:
"Em que leito de rio correrá seu sangue?
Lenira para uns... Preta para os colegas da USP... Nira entre os familiares, Fátima para os companheiros do Araguaia... Helenira foi, acima de tudo, uma cidadã brasileira consciente de seus atos, que empunhou a bandeira da justiça e da liberdade, lutando obstinadamente até a morte.
Nascida na pequena cidade de Cerqueira Cesar, próximo a Avaré, mudou-se para Assis aos 4 anos, onde cresceu, tendo concluído o Curso Clássico na EEPSG ‘Prof. Clibas Pinto Ferraz'. Participante da Seleção de basquete da cidade, sobressaiu-se como uma das melhores jogadoras da região da Alta Sorocabana, tendo também sido contemplada com várias medalhas no atletismo, na modalidade de salto à distância.
Dedicada ao estudo da teoria marxista, desde cedo sua presença se fez sentir como líder estudantil que, com posições avançadas defendia com firmeza suas propostas. Fundadora e lª presidente eleita do Grêmio Estudantil da Escola, já se pronunciava nos palanques e na Rádio Difusora de Assis, durante campanhas políticas dos candidatos que julgava dignos de seu apoio.
E desde então, ou talvez desde o berço, foi-se formando 1íder estudantil, grande oradora nos Congressos Estudantis e nas manifestações de rua dos anos 60. Foi vice-presidente da UNE, em 1968.
‘Estudante nota cem' (depoimento de uma professora), ingressou na Faculdade de Filosofia da rua Maria Antônia, no Curso de Letras onde, através dos movimentos estudantis, passou a viver intensamente a vida política do país.
Com seus alunos de Português de duas escolas estaduais, uma no Jardim Japão e outra em Guarulhos, preparava peças de teatro consideradas subversivas na época.
ResponderExcluirHelenira foi presa a primeira vez quando conclamava os colegas a participarem de uma passeata em maio de 1968, em São Paulo. E, no mesmo ano, mais uma vez foi presa, no 30° Congresso da UNE, em Ibiúna com outros 800 estudantes. Nesta ocasião, quando o ônibus que os transportava passava pela Avenida Tiradentes, conseguiu entregar a um transeunte um bilhete que foi levado à sua residência à Rua Robertson, no Cambuci, avisando à familia de sua prisão. Procurada pelos policiais como Nazareth e apontada como sendo uma das líderes do movimento, foi transferida do Presídio Tiradentes para o DOPS onde caiu nas garras do famigerado Fleury, que a jurou de morte.
Uma outra mensagem foi entregue então, à sua familia avisando sua localização e a dos companheiros José Dirceu, Antônio Ribas, Luís Travassos e Vladimir Palmeira. A polícia continuava negando sua prisão, enquanto um policial não identificado atuava como mensageiro entre o DOPS e o Cambuci. Após alguns dias de ‘vai e vem' ao DOPS, o contato direto com Helenira foi conseguido por intermédio da advogada Maria Aparecida Pacheco. Alguns dias depois a ‘estudante', como era chamada pelo carcereiro, foi transferida para o Presídio de Mulheres do Carandiru, onde ficou detida por dois meses. Seu Habeas Corpus foi conseguido um dia antes da edição do AI-5. A partir de então passou a viver na clandestinidade, tendo residido em vários pontos da cidade e do país, antes de se dirigir ao Araguaia."
Morta a golpes de baioneta, em 29 de setembro de 1972, depois de metralhada nas pernas e torturada. Enterrada na localidade de Oito Barracas.
No Relatório do Ministério da Marinha encontra-se a cínica "informação" de que se encontra foragida. No arquivo do DOPS/PR, o nome de Helenira consta em uma gaveta com a identificação: "falecidos".
Declarações da ex-presa política Elza de Lima Monnerat, em Auditoria Militar, à época, afirmam que "... Helenira, ao ser atacada por dois soldados, matou um deles e feriu outro. “Metralharam-na nas pernas e torturaram-na barbaramente até a morte...”.
De 1969 a 1972 (mesmo após sua morte na Guerrilha do Araguaia) sua família foi chamada a prestar declarações ao DOPS/SP e ao II Exército.
Em 6 de junho de 1979, um jornal publicou sobre Helenira que: "...o lugar onde estava virou uma poça de sangue, conforme falaram soldados do PIC (Pelotão de Investigações Criminais)... e confirmaram que a coragem da moça irritou a tropa. Helenira foi morta a baionetadas!" No jornal "A Voz da Terra", de 8 de fevereiro de 1979, há uma extensa matéria que, sob o título "A Comovente História de Helenira", conta a história dessa combatente pela liberdade no Brasil. Até hoje, sua família, oficialmente, de nada foi informada.
Fonte: http://www.desaparecidospoliticos.org.br/pessoa.php?id=290&m=3
3. O cartaz tem a finalidade de divulgar a campanha da USP “Por uma Comissao da Verdade da USP” com o objetivo da criação de uma comissão da verdade baseada em acontecimentos na USP durante o período da ditadura militar, expondo de fato tudo que aconteceu sem esconder nada, como por exemplo, o próprio cartaz já mostra a quantidade de professores desaparecidos e mortos causando já um grande impacto ao leitor.
Rafael Costa Silva - Nº 27 - 2º ano A
ResponderExcluir1) Os nomes tachados se referem a professores que deveriam estar presentes no desenvolvimento da campanha, porém, não estão, pois são mortos ou desaparecidos políticos da época da ditadura militar brasileira.
2)Helenita Nazareth (Letras)
Militante do PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL (PC do B).
Nasceu em Cerqueira Cesar, SP, no dia 19 de janeiro de 1944, filha de Adalberto de Assis Nazareth e Euthália Resende de Souza Nazareth.
Desaparecida, desde 1972, na Guerrilha do Araguaia, quando contava 28 anos. Lenira para uns, Preta para os colegas da USP, Nira entre os familiares, Fátima para os companheiros do Araguaia. Helenira foi, acima de tudo, uma cidadã brasileira consciente de seus atos, que empunhou a bandeira da justiça e da liberdade, lutando obstinadamente até a morte.
Nascida na pequena cidade de Cerqueira César, próximo a Avaré, mudou-se para Assis aos 4 anos, onde cresceu, tendo concluído o Curso Clássico na EEPSG ‘Prof. Clibas Pinto Ferraz'. Participante da Seleção de basquete da cidade, sobressaiu-se como uma das melhores jogadoras da região da Alta Sorocabana, tendo também sido contemplada com várias medalhas no atletismo, na modalidade de salto à distância.
Dedicada ao estudo da teoria marxista, desde cedo sua presença se fez sentir como líder estudantil que, com posições avançadas defendia com firmeza suas propostas. Fundadora e lª presidente eleita do Grêmio Estudantil da Escola, já se pronunciava nos palanques e na Rádio Difusora de Assis, durante campanhas políticas dos candidatos que julgava dignos de seu apoio.
Desaparecida, desde 1972, na Guerrilha do Araguaia, com 28 anos. Integrante do Destacamento A das Forças Guerrilheiras; esse recebeu o seu nome após sua morte.
Morta a golpes de baioneta, em 29 de setembro de 1972, depois de metralhada nas pernas e torturada. Enterrada na localidade de Oito Barracas.
No Relatório do Ministério da Marinha, encontra-se a cínica "informação" de que se encontra foragida. No arquivo do DOPS/PR, o nome de Helenira consta em uma gaveta com a identificação: "falecidos".
3) Esse cartaz foi emitido a fim de promover uma campanha, que resgata a questão dos mortos e desaparecidos políticos, contando com a participação de professores de universidades que vivenciaram o período da ditadura militar. Nota-se que o embasamento da ação é a democracia, posto que fatos foram omitidos e distorcidos, quando o Brasil esteve sob o regime militar, de modo que, ainda hoje, haja dúvidas e questionamentos a respeito das atrocidades cometidas nesta época. A campanha vem em boa hora, pois, logo mais, teremos a comissão da verdade; movimento que vai esclarecer os crimes cometidos entre 1964 e 1985.
1-
ResponderExcluirEste cartaz indica o nome de professores da Universidade de São Paulo. Os nomes não tachados são de professores que estiveram presentes no debate da Comissão da Verdade da USP, já os nomes que estão tachados, são de professores que deveriam estar presentes. E não estiverem por terem sofrido abusos de direitos humanos, durante a ditadura militar no Brasil. Que hoje, são identificados como mortos ou desaparecidos.
2-
Iara Iavelberg (Professora de psicologia)
Iara Iavelberg, filha de uma família rica e judia paulistana, se casou aos 16 anos. O matrimônio com um médico teve duração de apenas três anos, pois deixou a relação para fazer parte da militância política. Ainda quase com vinte anos, tornou-se adepta do amor livre, estilo de vida da época. E um de seus casos foi o líder estudantil José Dirceu.
Iara foi militante e guerrilheira, de extrema-esquerda, integrante da luta armada contra a ditadura militar brasileira. Psicóloga e professora, após entrar na luta contra o regime militar, primeiro, integrada à Organização Revolucionária Marxista Política Operária (Polop) e depois ao Movimento Revolucionário oito de Outubro (MR-8), tornou-se companheira do ex-capitão do exército, Carlos Lamarca, um dos grandes líderes da oposição armada ao governo militar no Brasil, até morrer num cerco de agentes de segurança em Salvador, Bahia, em agosto de 1971.
Como de muitas pessoas, é um mistério a real causa e data de sua morte. A data oficial é contestada por relatório pelo Ministério da Aeronáutica, dizendo que ela teria se suicidado em seis de Agosto, perseguida pela polícia em uma residência em Salvador. Alguns militantes, presos no DOI-Codi de Salvador, dizem ter ouvido seus gritos quando era torturada, o que contradiz a versão do Ministério da Marinha, que afirma que ela teria sido morta durante "ação de segurança".
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Iara_Iavelberg
3-
O cartaz tem o objetivo de divulgar o abaixo-assinado “Por uma Comissão da Verdade da USP” ajudando a emprenhar a luta contra a repressão. Chamando a atenção por ter o nome de ex-professores tachados e, na fonte a qual foi escrita “VERDADE”, tem os rostos de alguns desses professores que foram vítimas de tortura e morte durante a ditadura militar.
Comissão da Verdade USP
ResponderExcluirEric Otofuji
2ºA
Parte I
Nota inicial: O Google restringe o envio de comentários a um máximo de apenas 4096 caracteres. Será enviado em partes separadas.
1 - Durante a ditadura militar no Brasil que se iniciou após o coup d'état de 1964 e que perdurou até 15 de março de 1985, a repressão militar resultou no óbito dos membros do corpo docente da Universidade de São Paulo com nomes riscados, sendo somente os não riscados sobreviventes desse período.
Eric Otofuji
ResponderExcluir2º A
Parte II
2 - Norberto Nehring era economista e professor da Universidade de São Paulo, torturado e morto por Fleury e sua equipe após ser reconhecido no SBGL (Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Antônio Carlos Jobim - Galeão) ao retornar de Cuba tentando ingressar no país com um passaporte falso da Argentina. A versão oficial é de que Norberto foi encontrado morto após se suicidar em um famoso bordel de São Paulo, embora não existam fotos da perícia provando essa afirmação. Norberto foi enterrado com nome falso. A família só descobriu sua morte meses depois, e, após exumação do corpo e reconhecimento pela arcada dentária, foi sepultado no jazigo da família. A seguir, a bibliografia de Norberto Nehring, escrita por sua esposa, Maria Lygia Quartim de Moraes. Trecho extraído de Grupo Tortura Nunca Mais. “Norberto ficou órfão de pai muito cedo, mal chegara aos 4 anos. Foi criado, assim como seus dois irmãos menores, pela mãe e pelos avós maternos. Durante toda sua primeira infância costumava permanecer por longas temporadas na praia do Guarujá, com os avós maternos, numa casa gostosa à beira-mar. Os avós paternos também moravam no Guarujá, donos de uma farmácia e de um belo chalé de madeira onde d. Ernestina, avó paterna, cultivava orquídeas. Norberto desde cedo aprendeu a cuidar das orquídeas e até hoje muitas delas florescem na casa de sua filha. Permaneceu até o fim um apaixonado pelo mar e pela natureza.
Uma pessoa marcante na sua adolescência foi um vizinho, judeu-comunista e empresário, Simão, que lhe revelou as atrocidades nazistas e o despertou para a causa do socialismo. Norberto sempre foi interessado e aplicado. Estudou nas boas escolas públicas da época. Terminando o ginásio, optou por um curso técnico, de química industrial no Mackenzie que lhe possibilitasse trabalhar enquanto seguiria os estudos universitários à noite.
Norberto foi meu primeiro namorado, aos 16 anos. Juntos começamos a participar da vida intelectual nos primeiros anos da década dos sessenta, com os festivais da MPB – com Caetano e Gil – com as peças do Teatro de Arena, o João Sebastião Bar, sem se dizer da casa de meus pais onde, em torno de meu irmão mais velho, reuniam-se diversos tipos de rebeldes – da turma ‘beatnik’ constituída por Jorge Mautner, Aguilar e Artur, ao poeta ‘maldito’ Roberto Piva. Mais tarde, quando meu irmão ingressou no curso de Filosofia da USP, era ainda na casa de meus pais que se reunia, com outros tantos jovens intelectuais de esquerda da ‘Maria Antônia’, para ler o Capital. Foi a partir daí que desenvolvemos nosso projeto universitário na USP."
Eric Otofuji
ResponderExcluir2ºA
Parte III
"Em 1963 começa nossa vida adulta: Norberto já trabalhava, entramos ambos na USP (ele, Economia, e eu, Ciências Sociais) e nos casamos. Em janeiro de 1964 nasceu Marta, que Norberto queria que se chamasse Clio, em homenagem à musa da História, Kleió. Cléo Maria é o nome de nossa neta, nascida a 4 de maio de 1994.
Mas 1964 também trouxe tristezas: o golpe militar de 1° de abril. Fazíamos parte dos entusiastas das reformas de base, da modernização democrática. Éramos uma geração altamente politizada. Tínhamos ingressado no PCB assim que entramos na faculdade. Filiei-me primeiro, o que era fácil, na medida em que a esmagadora maioria dos meus colegas já pertenciam ao PCB. Na Faculdade de Economia (então localizada perto da Filosofia, na rua Vila Nova) as coisas eram bem mais complicadas: a esmagadora maioria do corpo docente era de direita. Assim, os poucos alunos comunistas tentavam não ser detectados. Foi através do marido de uma minha colega, que por coincidência era colega de Norberto, que o contato com o PCB concretizou-se. Como todos os jovens de esquerda de nossa geração tínhamos a maior admiração pelo corajoso povo vietnamita e pelo seu mais popular herói: Ho Chi Min. A mesma admiração pela revolução cubana e por Che Guevara. ‘Criar um, dois, muitos Vietnãs’. Acreditávamos que nós tínhamos de travar nossa guerra pela libertação nacional.
Norberto militou no PCB até a ruptura do grupo Marighella - passou, então, a fazer parte do grupo que trabalhava diretamente com Joaquim Câmara Ferreira, ‘Toledo’ou ‘Velho’, na coordenação da ALN em São Paulo.
Durante esses anos, Norberto distingiu-se como bom aluno na Economia, progredindo rapidamente em sua vida profissional: entre 1962 e 1965 trabalhou na Brasilit, primeiramente como químico industrial e depois como estatístico, de 1964 a 1968 na Pfizer Química Limitada, primeiro como estatístico e depois, ao ser aprovado num dos primeiros cursos sobre computação no país como programador para Computador IBM 1401. Especialmente dotado para matemática, Norberto se distinguiu na faculdade recebendo várias ofertas para ser instrutor. Em 1969 ganhou uma bolsa de estudos para a França, que não chegou a usufruir.
Uma vez formado na USP (o paraninfo de sua turma, em 1967, foi Caio Prado Júnior), começou imediatamente a trabalhar em planejamento econômico, no Grupo de Planejamento Integrado – GPI, um dos primeiros do gênero, formado por economistas e arquitetos competentes. Norberto trabalhava com Arruda Câmara, Sérgio Motta, Sérgio Ferro, entre outros. Instrutor da Cadeira de História Econômica, cuja catedrática era a professora Alice Canabrava, foi responsável pelo curso naquele ano, o que significou um esforço para quem nunca tinha antes dado aula. Também em 1968 Norberto passou a cursar a pós-graduação em Economia no Instituto de Pesquisas Econômicas da USP.
Ao mesmo tempo, sua militância na ALN intensificava-se. Integrava o grupo da ‘casa de armas’, dado seus conhecimentos de química e a enorme confiança pessoal que nele depositava a coordenação da organização. A presença mais notória em nossa casa era de Joaquim Câmara Ferreira, uma espécie de ‘pai político’. Para os primos e primas mais jovens que freqüentavam nossa casa, ‘Toledo’ era apresentado como um tio de Norberto. E quando, nos finais de semana, com ‘Toledo’ e Marta, saíamos para levantamento de áreas pela cidade também usufruíamos desses passeios em família.
Norberto passou a ser o elemento de ligação com um grupo da ALN (formado basicamente por ex-egressos do PCB) da cidade de Marília. A polícia chegou a nós pela chapa do seu Volks."
Eric Otofuji
ResponderExcluir2ºA
Parte IV
"Na manhã do dia 7 de janeiro de 1969 uma cena insólita perturbou a tranqüilidade da vila em que morávamos: nossa casa foi cercada por um grupo de policiais do DOPS, que levaram Norberto preso. Logo que foi solto, após mais de dez dias na carceragem do DOPS, Norberto ‘passou para a clandestinidade’ sabendo que voltaria a ser preso e torturado como aconteceu com todos os acusados do mesmo processo. Muitos dos acusados estavam sendo brutalmente torturados e houve uma tentativa de suicídio numa tarde em que fui visitá-lo. Além da equipe do DOPS, Norberto foi interrogado por um ‘polícia federal’, que já gozava de grande consideração entre os torturadores do DOPS, e que veio a se tornar muito conhecido no país: Romeu Tuma.
Em abril de 1969, Norberto saiu do país com destino a Cuba. Marta e eu fomos a seu encontro alguns meses depois. Ele retornou ao Brasil em abril de 1970, depois de uma estada em Praga, desembarcando no aeroporto do Galeão. As circunstâncias exatas de sua morte nunca puderam ser estabelecidas.
A abertura recente dos arquivos do DOPS para os familiares dos mortos e desaparecidos permitiu que entrássemos de posse de um documento que revelava estar a repressão brasileira bastante bem informada sobre os ‘exércitos’ de revolucionários brasileiros. O que me parece mais insensato no retorno de Norberto pelo Aeroporto do Galeão foi o fato de entrar no país com um passaporte argentino, sendo que não tinha condições de sustentar esta identidade por problemas de sotaque.
Ficamos sabendo da morte de Norberto na França, através de mensagem que recebi de Toledo, segundo a qual, no dia 24 de abril um caixão teria saído da OBAN carregando Norberto, morto na tortura, nas mãos da equipe do delegado Fleury. Um dos documentos encontrados nos arquivos do DOPS/SP é uma nota à imprensa, assinada por Romeu Tuma, confirmando a versão oficial de suicídio. Seu comportamento na prisão sempre foi exemplar: nunca revelou qualquer fato ou nome que comprometesse ou prejudicasse terceiros. Acreditava no socialismo e deu sua vida por aquilo que considerava ser o caminho da libertação do povo brasileiro.”
Eric Otofuji
ResponderExcluir2ºA
Parte V
3 – Após Juscelino Kubistchek, Jânio Quadros foi eleito para a presidência dos Estados Unidos do Brasil. Ao fim de agosto de 1961, Quadros renunciou à presidência. O vice-presidente, João Goulart, A.K.A. Jango, estava em visita diplomática à República Popular da China. Alguns militares tentaram evitar a nomeação de Jango à presidência, acusando-o de ser comunista, mas a crise foi solucionada com uma solução parlamentar. Em 13 de março de 1964, Goulart fez discurso prometendo nacionalização das refinarias de petróleo brasileiras. O coup d’état foi predita por ambas forças pro e anti Goulart. Em 30 de março do mesmo ano, o Departamento de Estado dos EUA foi comunicado que haveria um plano contra o presidente dos Estados Unidos do Brasil por generais do exército brasileiro, mas sem data confirmada. Nas primeiras horas do dia 31, o general Olímpio Mourão Filho ordenou que suas tropas se movessem rumo ao Rio de Janeiro, em movimento não coordenado com demais generais envolvidos no golpe. Amaury Kruel achou precipitada a ação de Mourão e informou que não apoiaria. Às 22h, Kruel ligou para Jango solicitando corte com a esquerda, mas Jango respondeu: “General, não abandono meus amigos. (...) Coloque suas tropas na rua e me traia, publicamente.”
Eric Otofuji
ResponderExcluir2ºA
Parte VI - final
“General, não abandono meus amigos.(...) Coloque suas tropas na rua e me traia, publicamente.” As tentativas de Jango de impedir as ações dos generais foram em vão, pois dois de seus três chefes militares estavam fora por inúmeras razões. Em primeiro de abril, Goulart foi a Brasília em uma tentativa de parar o golpe. Ao chegar lá, percebeu que estava sem nenhum apoio político. Pegou sua esposa e seus dois filhos e embarcaram em uma aeronave da Força Aérea Brasileira rumo a Porto Alegre. Durante o voo, Auro Moura Andrade declarou o cargo de presidente dos Estados Unidos do Brasil como disponível. 7 pessoas morreram nos eventos de primeiro de abril, sendo dois estudantes em tiro à queima roupa em demonstração contra as tropas no palácio do governo em Recife, três no Rio de Janeiro e dois em Minas Gerais. Nas primeiras horas do dia 2, Andrade, junto com o presidente do STF, declarou Pascoal Ranieri Mazzilli como presidente do Brasil. Jango foi forçado a fugir para a República Oriental do Uruguai. Dessa maneira, instalou-se nos Estados Unidos do Brasil a ditadura militar, após esse coup d’état conhecido como Golpe de 1964. “Brasil: ame-o ou deixe-o” foi o slogan nacionalista da ditadura militar. O governo militar brasileiro foi extremamente autoritário. Os que se opusessem ao governo eram perseguidos, torturados e mortos. No princípio, houve intenso crescimento econômico devido às reformas econômicas neoliberais, mas alguns anos depois as reformas colocaram a economia brasileira em frangalhos, com alta desigualdade e débito nacional astronômico. Milhares de brasileiros foram deportados, presos, torturados e mortos, seguindo o “ame-o ou deixe-o.” A censura, também por razões políticas, durante o governo militar brasileiro da mídia foi alta. Artistas foram exilados, era comum vir receitas de bolo em jornais para encobrir uma notícia que não passasse pela aprovação da censura militar. Em 1967, os Estados Unidos do Brasil teve seu nome alterado para República Federativa do Brasil. A ditadura militar perduraria até 15 de março de 1985, com a implementação da Nova República. Os professores da esquerda da Universidade de São Paulo, assim como outros da esquerda, seriam uma dor de cabeça política ao governo militar. Por essa razão, foram perseguidos, presos, torturados e assassinados.
1.Os nomes tachados são de professores da USP que morreram (foram mortos) durante a ditadura militar e que deveriam estar presente na comissão da verdade junto com os professores que não foram mortos.
ResponderExcluir2.LIGIA MARIA NÓBREGA - Era filha de Georgino Nóbrega e Naly Ruth Salgado Nóbrega. Ainda pequena, Lígia mudou-se para a cidade de São Paulo, onde estudou, concluindo o curso de normalista no Colégio Estadual Fernão Dias Paes. Em 1967 entrou no curso de Pedagogia da Universidade de São Paulo (USP). Após a edição do Ato Institucional Número Cinco, AI-5, em 13 de dezembro de 1968, com os canais de participação aberta e legal fechados pela ditadura militar, Lígia se engajou na Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Em 5 de fevereiro de 1972 militantes da VAR-Palmares, ALN e do PCBR[1] assassinaram a tiros o marinheiro inglês David Cuthberg, que se encontrava no país juntamente com uma força-tarefa da Marinha Britânica para as comemorações dos 150 anos de independência do Brasil. Após o atentado Lígia foi vista arremessando sobre o cadáver panfletos[2] que informavam que o ato teria sido decisão de um "tribunal", como forma de solidariedade à luta do Exército Republicano Irlandês contra o domínio inglês.[3]Morreu aos 24 anos de idade, junto com Antônio Marcos Pinto de Oliveira e Maria Regina Lobo Leite Figueiredo, em tiroteio na Av. Suburbana n° 8988, casa 72, no bairro carioca de Quintino, no que ficou conhecido como a Chacina de Quintino.
3.Como no próprio nome diz a “comissão da verdade” e o cartaz foram criados para que tudo o que não foi esclarecido durante a ditadura militar fosse esclarecido agora, além de causar um grande impacto aos leitores, já que esses professores com o nome tachado poderiam estar participando também dessa comissão se não tivessem sido mortos.
Juliana Carvalho Nasser/ 2 ano A
ResponderExcluir1) Os nomes tachados foram de professores que desapareceram ou foram assassinados na época da ditadura militar, que deveriam estar presentes na Comissão da verdade. Já os nomes que não estão tachados são de professores que participaram da Comissão da Verdade da USP.
2)Iara Iavelberg (Psicologia)
Iara Iavelberg nasceu numa rica família judia paulistana e aos 16 anos já estava casada. O casamento, com um médico, durou apenas três anos e ela deixou a relação para entrar na militância política. Separada, e mal entrada nos vinte anos, virou adepta do amor livre, moda na época, e entre um de seus casos esteve o líder estudantil José Dirceu.
Foi militante e guerrilheira de extrema-esquerda, integrante da luta armada contra a ditadura militar brasileira. Psicóloga e professora, depois de entrar na luta contra o regime militar, primeiro integrando a Organização Revolucionária Marxista Política Operária (Polop) e depois o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), tornou-se companheira do ex-capitão do exército Carlos Lamarca, um dos principais líderes da oposição armada ao governo militar no Brasil, até morrer num cerco de agentes de segurança em Salvador, Bahia, em agosto de 1971.
As causas e até a data de sua morte permanecem envoltas em mistério. A data oficial é contestada por relatório do Ministério da Aeronáutica, segundo o qual ela teria se suicidado em 6 de agosto, acuada pela polícia em uma residência em Salvador. Alguns militantes, presos no DOI-Codi de Salvador, dizem ter ouvido seus gritos quando era torturada, o que contradiz a versão do Ministério da Marinha, segundo a qual ela teria sido morta durante "ação de segurança".
(fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Iara_Iavelberg)
3)O cartaz nos impacta por que percebemos como foi a repressão da ditadura militar brasileira, com professores e estudantes desaparecidos e assassinados. É o processo de sensibilização do povo, juntamente com a proposta de Comissão da Verdade e as investigações a respeito da ditadura na instituição da USP. Evitando que não ocorra o mesmo passado negro agora.